Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.10/1013
Título: Complicações na algaliação do recém-nascido prematuro: risco de enlaçar
Autor: Lucas, C
Brantes, A
Palavras-chave: Recém-nascido
Infecções urinárias
Cateterismo urinário
Infecção cruzada
Data: 2013
Editora: Associação Portuguesa de Enfermagem Pediátrica e Neonatal
Citação: ENCONTRO NACIONAL DE ENFERMAGEM PEDIÁTRICA E NEONATAL, 6, Coimbra, 26 de Outubro de 2013
Resumo: Introdução: Estudos revelam que as infecções urinárias nosocomiais estão presentes em cerca de 6 a 18% dos doentes pediátricos e representam cerca de 40% das infecções nosocomiais. Estas são mais frequentes nos recém-nascidos do sexo masculino e recém-nascidos prematuros, sendo que a incidência nos recém-nascidos de baixo peso é superior a 10%. No período neonatal as infecções urinárias manifestam-se habitualmente, após as 72h de vida. A idade neonatal é mais susceptível ao risco de septicémia devido à sua imaturidade imunológica e física. Os recém-nascidos prematuros de baixo peso constituem o grupo mais exposto às infecções do tracto urinário a nível hospitalar. Neste período as defesas naturais do tracto urinário como as propriedades anti-bacterianas da urina e a da mucosa, os mecanismos de anti-aderência, os efeitos mecânicos do fluxo de urina, a presença de células patogénicas e mecanismos imunes, podem falhar facilitando a presença de infecções urinárias neste período. Objectivos: - Fundamentar o uso de materiais mais indicados para o período neonatal; - Contribuir para a diminuição da incidência das infecções do tracto urinário; - Prevenir eventuais erros e complicações que advenham da algaliação; Métodos: pesquisa bibliográfica em bases de dados como a Medline e a Pubmed. Resultados: Muitas vezes durante a prática de cuidados numa unidade de neonatologia é se deparado com a inexistência de algálias de diâmetro adequado às características anatómicas do recém-nascido prematuro de que se cuida. O que conduz a uma escolha de materiais que muitas vezes não possuem as características adequadas. As sondas gástricas não são uma alternativa segura para a algaliação neonatal. Outros tipos de cateteres são também utilizados como substitutos de algálias mas estes também não são os ideais por serem idênticos às sondas gástricas na sua composição e design. Há casos reportados em que a utilização de sondas gástricas originaram o enlaçar destas na bexiga ou na uretra, tornando a sua remoção extremamente perigosa. O enlaçar das sondas na bexiga ocorre quando sondas com elevada flexibilidade e de pequeno calibre (ex: sondas gástricas e cateteres umbilicais) são excessivamente introduzidas formando um laço sobre elas mesmas. Conclusões: O material e o diâmetro das algálias são critérios importantes na selecção do produto adequado para a algaliação dos recém-nascidos. O objectivo fulcral da escolha do material deverá ter em conta as características em relação à proliferação bacteriana, aderência, segurança na inserção e remoção da algália e ao trauma ureteral.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.10/1013
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