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Título: Malária cerebral: o que dizem os olhos
Autor: Pedrosa, C
Ramalho, M
Pina, S
Santos, C
Teixeira, S
Prieto, I
Palavras-chave: Malária
Doenças da retina
Retinopatia
Data: 2013
Editora: Sociedade Portuguesa de Oftalmologia
Citação: CONGRESSO PORTUGUÊS DE OFTALMOLOGIA, 56, Vilamoura, 5, 6 e 7 de Dezembro de 2013
Resumo: INTRODUÇÃO: A malária é responsável por cerca de 660 000 mortes anualmente, em todo o mundo, maioritariamente em crianças. As manifestações oftalmológicas associadas a encefalopatia difusa por malária são específicas e permitem confirmar o diagnóstico desta patologia e orientar o tratamento de forma a reduzir o risco de sequelas neurológicas e mortalidade a esta associadas. OBJECTIVO: Salientar a apresentação clínica da retinopatia da malária, a propósito de um caso, de forma a sublinhar a importância da suspeita e diagnóstico da malária cerebral em doentes com manifestações semelhantes. CASO CLÍNICO: Doente do sexo masculino, 39 anos de idade, raça caucasiana, residente em Angola há 4 anos. Recorreu ao hospital Huntington Beach, Califórnia, durante viagem turística, por síndrome gripal, icterícia e alteração do estado de consciência. Após o diagnóstico de malária a Plasmodium falciparum, iniciou tratamento com quinino e doxiciclina, tendo evoluído para encefalopatia severa (coma). Após terapêutica com Artesunate, apresentou melhoria neurológica e hematológica, tendo sido transferido para Portugal. À observação inicial oftalmológica, no Hospital Prof. Dr. Fernando Fonseca, destaca-se escotoma central no olho direito (OD) e acuidade visual de 10/10 no olho esquerdo (OE). A oftalmoscopia indirecta revelou, no olho direito, hemorragia em toalha das camadas profundas da retina, redonda, de 1 diâmetro pupilar, na arcada temporal superior. No olho esquerdo, a oftalmoscopia indirecta mostrou uma hemorragia foveolar, algumas hemorragias superficiais no feixe inter-papilomacular e lesão hemorrágica periférica profunda, com centro esbranquiçado. Foi efectuado o registo das lesões referidas por retinografia. Não foi possível efectuar angiografia fluoresceínica, dada a deterioração do estado renal com necessidade de hemodiálise. RESULTADOS: Um mês após a primeira observação, o doente apresentava acuidade visual de 10/10 ODE e, à observação, verificou-se o desaparecimento da quase totalidade das lesões descritas, conforme se objectiva na retinografia efectuada. CONCLUSÕES: A retinopatia da malária é um factor de diagnóstico da infecção a P. falciparum em estadios graves, geralmente com afectação cerebral, constituindo também um indicador de prognóstico, já que as alterações retinianas se correlacionam com a gravidade da patologia subjacente, mortalidade e duração da alteração do estado de consciência. Sendo uma manifestação de diagnóstico simples e, por vezes, fundamental no decurso terapêutico de situações clínicas graves, o conhecimento das características associadas a esta patologia torna-se imperativo. BIBLIOGRAFIA: 1. Beare NA, Lewallen S, Taylor TE, Molyneux ME. Redefining cerebral malaria by including malaria retinopathy. Future Microbiol. 2011 Mar;6(3):349-55. 2. Maude RJ e tal. The spectrum of retinopathy in adults with Plasmodium falciparum malaria. Trans R Soc Trop Med Hyg. 2009 Jul;103(7):665-71. 3. Beare NA, Southern C, Chalira C, Taylor TE, Molyneux ME, Harding SP. Prognostic significance and course of retinopathy in children with severe malaria. Arch Ophthalmol. 2004 Aug;122(8):1141-7.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.10/1116
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