Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.10/1119
Título: Mioquímia do oblíquo superior: a propósito de um caso clínico
Autor: Pedrosa, C
Silva, F
Pina, S
Ramalho, M
Feijóo, B
Prieto, I
Palavras-chave: Perturbações da motilidade ocular
Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos
Data: 2012
Editora: Sociedade Portuguesa de Oftalmologia
Citação: CONGRESSO PORTUGUÊS DE OFTALMOLOGIA, 55, Lisboa, 6, 7 e 8 de Dezembro de 2012
Resumo: Introdução: A mioquimia do músculo oblíquo superior é uma patologia rara, que se caracteriza por movimentos verticais e torsionais sincronizados do olho, unilaterais. Estes movimentos são episódicos, rápidos e involuntários, dando origem ao quadro clínico, que se caracteriza por oscilopsia e diplopia. Objectivo: salientar o caso clínico de uma doente com uma patologia rara, muitas vezes incapacitante, cujos diagnóstico e tratamento são fundamentais para a qualidade de vida dos doentes com esta patologia. Métodos: Doente do sexo feminino, 39 anos de idade, raça caucasiana, com antecedentes de tromboflebite, medicada com varfine. Recorreu à consulta de oftalmologia por episódios paroxísticos de diplopia vertical e oscilopsia. Estes sintomas duravam entre 5 a 10 segundos e ocorriam várias vezes por dia, sendo que a frequência dos mesmos exacerbava com a fadiga. O quadro tinha 6 anos de evolução. Não apresentava história de traumatismo ou ingestão de medicamentos prévia ao aparecimento dos sintomas. A doente tinha sido avaliada em oftalmologia no início do quadro tendo realizado Tomografia Computorizada (TC) e Cortina de Hess, que não revelaram alterações. Teve alta da consulta, com seguimento subsequente em medicina interna. história de traumatismo ou ingestão de medicamentos prévia ao aparecimento dos sintomas. A acuidade visual era de 10/10 em ambos os olhos, com correcção. Os movimentos oculares eram mantidos e simétricos, sem estrabismo ou parésia do IV par craniano objectiváveis. Episódios de movimentos rápidos torsionais do olho direito foram visíveis à observação pela lâmpada de fenda, com duração de cerca de 6 segundos, tendo sido registados em vídeo e coincidindo com a sintomatologia referida pela doente. O restante exame objectivo revelou-se normal. A tomografia computorizada de crânio e órbitas e a cortina de Hess não mostraram alterações. Foi então diagnosticada mioquimia do músculo oblíquo superior direito, tendo-se medicado com gabapentina 600mg/dia, per os. Não se pode avaliar, para já, a resposta à terapêutica uma vez que a doente abandonou a consulta. Resultados: A doente abandonou a consulta, pelo que, neste momento não é possível avaliar a resposta à terapêutica. Conclusões: A mioquimia do músculo oblíquo superior constitui uma patologia benigna crónica que, apesar de rara, pode interferir seriamente na qualidade de vida do doente, tornando-se incapacitante. Assim, perante as várias hipóteses de tratamento apresentadas, com eficácia demonstrada, torna-se fundamental o conhecimento e diagnóstico desta patologia. Bibliografia: 1. Suzuki Y., Washio N., Hashimoto M., Ohtsuka K. Three-dimensional eye movement analysis of superior oblique myokymia. American Journal of ophthalmology 2002;135(4): 563-5 2. Yousry I, Dieterich M, Naidich TP, Schid UD, Yousry TA. Superior oblique myokymia: magnetic resonance imaging support for the neurovascular compression hypothesis. Ann Neurol 2002; 51 (3):361-8 3. Williams P., Purvin V., Kawasaki A. Superior oblique myokymia: efficacy of medical treatment. Journal of American Association for Pediatric Ophthalmology. 2007; 11:254-257. 4. Jain S., Frooq S, Gottlob I. Resolution of superior oblique myokymia with memantine. Journal of AAPOS. 2008; 12 (1): 87-8 5. Mickelson D., Lucchese N., Movaghar M. Case report: superior oblique myokymia: characteristics and treatment options. American Orthoptic Journal. 2004; 54: 146-151
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.10/1119
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