Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.10/1287
Título: Hemorragias retinianas periparto: a propósito de três casos
Autor: Santos, C
Ramalho, M
Pedrosa, C
Coutinho, I
Mota, M
Teixeira, S
Palavras-chave: Hemorragia retiniana
Recém-nascido
Data: 2014
Editora: Sociedade Portuguesa de Oftalmologia
Citação: CONGRESSO PORTUGUÊS DE OFTALMOLOGIA, 57, Vilamoura, 4 a 6 de Dezembro de 2014
Resumo: Introdução: as hemorragias retinianas que ocorrem no recém nascido durante o trabalho de parto são frequentes e podem apresentar um problema de diagnóstico diferencial com outras patologias como discrasias hemorrágicas ou traumatismos. Este trabalho tem como objectivo analisar 3 casos de hemorragias retinianas neonatais. Materiais e métodos: análise retrospectiva do diário clínico e registo fotográfico obtido com Retcam de 3 casos de hemorragias retinianas detectadas em recém nascidos. Resultados: três recém nascidos de termo, do sexo feminino, com 3, 6 e 17 dias de vida. Observados por oftalmologia por: equimose palpebral bilateral, suspeita de CMV congénito e asfixia neonatal. O tipo de parto foi respectivamente: fórceps, eutócico e cesariana. No primeiro caso observou-se hemorragia subconjuntival e hifema bilaterais. À fundoscopia: hemorragias confluentes em torno do disco óptico e arcadas vasculares; hemorragia foveolar bilateral e hemorragias pré retinianas. Sete semanas após a primeira observação, verificou-se persistencia da hemorragia foveolar do olho esquerdo e hemorragias intraretinianas profundas dispersas nos quadro quadrantes em ambos os olhos (ODE). No segundo e terceiro casos verificaram-se hemorragias intraretinianas profundas nos 4 quadrantes ODE, predominantemente no pólo posterior. No segundo caso também se observaram em menor número, hemorragias em chama de vela. Conclusões: as hemorragias retinianas associadas ao trauma de parto surgem, dependendo das séries, em 20 a 35% dos recém nascidos. Nesta série de doentes, os achados foram bilaterais e a gravidade das hemorragias foi simétrica. Observaram-se hemorragias subconjuntivais, hifema, hemorragias pré-retinianas e hemorragias intraretinianas superficiais e profundas. As hemorragias intraretinianas profundas foram aquelas que persistiram mais tempo. As hemorragias retinianas associadas ao trauma de parto surgem, dependendo das séries, em 20 a 35% dos recém nascidos. Apesar de geralmente benignas, existem relatos de ambliopia em crianças com hemorragia foveolar neonatal homolateral. São também importantes no diagnóstico diferencial de hemorragias retinianas nos primeiros meses de vida que podem ocorrer em patologias graves como citomegalovírus congénito ou traumatismos não acidentais (Síndrome de Shaken baby).
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.10/1287
Aparece nas colecções:OFT - Comunicações e Conferências

Ficheiros deste registo:
Ficheiro Descrição TamanhoFormato 
HEMORRAGIAS RETINIANAS PERIPARTO A PROPÓSITO DE TRÊS CASOS.pdf282,75 kBAdobe PDFVer/Abrir


FacebookTwitterDeliciousLinkedInDiggGoogle BookmarksMySpace
Formato BibTex MendeleyEndnote Degois 

Todos os registos no repositório estão protegidos por leis de copyright, com todos os direitos reservados.