Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.10/1319
Título: Hemangioma cavernoso da retina: relato de 3 casos clínicos
Autor: Coutinho, I
Santos, C
Ramalho, M
Pedrosa, C
Mota, M
Bernardo, M
Teixeira, S
Palavras-chave: Hemangioma cavernoso
Neoplasias da retina
Angiografia fluoresceínica
Diagnóstico diferencial
Criança
Data: 2014
Editora: Sociedade Portuguesa de Oftalmologia
Citação: CONGRESSO DA SOCIEDADE PORTUGUESA DE OFTALMOLOGIA, 57, Vilamoura, 5 a 7 Dezembro de 2014
Resumo: Introdução: Os hemangiomas cavernosos da retina são malformações vasculares congénitas e raras, caracterizados por aglomerados de aneurismas venosos saculares ao nível das camadas internas da retina. Frequentemente são unilaterais e unifocais, localizados fora do pólo posterior, sem tortuosidade ou ingurgitamento vascular e sem exsudação lipídica importante. Com este trabalho, e através da exposição de 3 casos clínicos, pretende-se rever as características dos hemangiomas cavernosos da retina e ressaltar a dificuldade do seu diagnóstico diferencial com doença de Coats. Materiais e Métodos: Caso 1: Recém-nascido do sexo feminino, prematuro com 30 semanas. Observou-se durante o rastreio da retinopatia da prematuridade aglomerado de lesões saculares, localizadas na retina periférica temporal inferior do olho esquerdo (OE). Os vasos retinianos não estavam dilatados nem tortuosos e não havia exsudado lipídico. Caso 2: Criança do sexo masculino, 1 ano de idade, referenciada por hemovítreo no OE. Á fundoscopia observou-se tecido fibrinóide e múltiplas dilatações saculares localizadas no quadrante temporal do OE. Caso 3: Criança do sexo feminino, 6 anos, com queixa de baixa acuidade visual do olho direito (OD). A melhor acuidade visual do OD era de percepção luminosa e no OE 10/10. Na fundoscopia do OD observou-se exsudados duros no pólo posterior com fibrose submacular e no quadrante temporal-inferior uma colecção de vasos saculares, vermelho-azulados, semelhantes a um cacho de uvas. Não era visível dilatação ou tortuosidades dos vasos adjacentes. Resultados: As crianças foram observadas sob anestesia geral. No caso 1 e 2 estabeleceu-se o diagnóstico provável de hemangioma cavernoso da retina. O caso 3 devido à extensa exsudação lipídica no pólo posterior levantou um diagnóstico diferencial com doença de Coats, tendo-se confirmado este último após a realização de angiografia fluoresceínica. Realizou-se ablação com fotocoagulação LASER de modo profilático no primeiro caso e fotocoagulação nos últimos dois por actividade da doença, não se relatando complicações associadas. Nenhuma das crianças apresentava alterações cutâneas ou neurológicas. Conclusões: Os hemangiomas cavernosos da retina são geralmente assintomáticos e raramente progressivos, sendo a maioria um achado acidental ao exame oftalmológico. A proliferação glial epiretiniana e a hemorragia vítrea apesar de raras são as complicações mais frequentes, sendo a fibrose macular, a hemorragia e a exsudação retiniana extremamente raras. O diagnóstico é clinico e estabelecido pelos achados fundoscópicos característicos mas a angiografia fluoresceínica pode ser útil no diagnóstico diferencial com outras lesões vasculares como doença de Coats.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.10/1319
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