Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.10/1357
Título: O papel do stress oxidativo no envelhecimento e na demência
Outros títulos: The role of oxidative stress in aging and dementia
Autor: Teixeira, J
Feio, M
Figueira, ML
Palavras-chave: Stress oxidativo
Idoso
Envelhecimento
Demência
Doença de Alzheimer
Data: 2014
Editora: Hospital Prof. Dr. Fernando Fonseca, E.P.E.
Citação: Psilogos. 2014; 12(1): 43-57
Resumo: Introdução: O envelhecimento biológico é um processo fisiológico normal, não patológico, sendo a teoria do envelhecimento pelo stress oxidativo, uma das mais aceites para explicar o envelhecimento postulando que o stress oxidativo conduz a mutações no DNA mitocondrial responsáveis pelas alterações na senescência. As demências são doenças neu- rodegenerativas cujo principal factor de risco para o seu aparecimento é o envelhecimento. Apesar de ainda não se conhecerem os mecanismos exactos de lesão neuronal subjacentes às doenças neurodegenerativas em geral e às demências em particular, os dados mais recen-tes sugerem o envolvimento do stress oxidativo e da dinâmica mitocondrial no processo. Objectivos: Fazer uma revisão da literatura sobre o papel do stress oxidativo na patogénese do envelhecimento e da demência. Métodos: Revisão não sistemática da literatura através da pesquisa em referências bibliográficas consideradas relevantes pelos autores suplementada por artigos obtidos através de pesquisa na base de dados Medline/Pubmed utilizando combinações das seguintes palavras-chave “oxidative stress”, “dementia”, “aging” e “pathogenesis”, publicados entre 1950 e 2013. Foram também consultadas referências bibliográficas dos artigos obtidos e livros consultados. Resultados: Nos últimos 5 anos têm sido conduzidas novas investigações sobre a relação entre stress oxidativo e envelhecimento. Uma das hipóteses consideradas actualmente é que, durante o envelhecimento, a regulação homeostática da biogénese, dinâmica e turnover por autofagia deixa de conseguir manter eficazmente o funcionamento das mi-tocôndrias, resultando na senescência celular. Consequentemente, a lesão oxidativa pode ul- trapassar um limiar crucial acima do qual a apoptose é desencadeada, levando a alterações substanciais na morfologia mitocondrial e à morte celular irreversível. Relativamente às demências, os dados mais recentes têm vindo a demonstrar de forma consistente a presença de níveis aumentados de stress oxidativo nas regiões cerebrais afectadas pela doença bem como a existência de disfunção na dinâmica e na morfologia das mitocôndrias, tal como ocorre no envelhecimento. Conclusões: Os dados mais recentes sugerem o envolvimento do stress oxidativo e da dinâmica mitocondrial no processo do envelhecimento e na demência, de forma directa ou indirecta, o que poderá vir a influenciar o modelo actual da fisiopatologia das demências bem como alargar as possibilidades de intervenção terapêutica no futuro.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.10/1357
ISSN: 2182-3146
Versão do Editor: http://revistas.rcaap.pt/psilogos/article/view/6313/4890
Aparece nas colecções:Psilogos Vol.12 Nº1 (Jun 2014)

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