Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.10/1856
Título: Consulta de Psicoimunologia – Um Estudo sobre Comorbilidade
Outros títulos: Psychoimmunology Consultation - A Study on Comorbidity
Autor: Marinho, M
Marques, J
Esteves, M
Roma-Torres, A
Bragança, M
Palavras-chave: Psiconeuroimunologia
Consulta
Infecção por HIV
Data: 2016
Editora: Hospital Prof. Dr. Fernando Fonseca, E.P.E
Citação: Psilogos. 2016; 14(1): 8-23
Resumo: Introdução: Os doentes VIH-positivos notificados apresentam taxas de prevalência superiores à população geral para a maioria das perturbações mentais, com valores atingindo os 30 a 60%. Objetivos: Caracterizar a população que é referenciada à consulta de Psiquiatria-Psicoimunologia; explorar a possível relação entre o diagnóstico psiquiátrico e as restantes variá- veis em estudo; assim como a possível associa- ção do tratamento antirretrovírico e da coinfe- ção pelo VHC com variáveis sociodemográficas e clínicas. Métodos: Selecionámos os doentes VIH-positivos referenciados pela primeira vez à consulta de Psiquiatria-Psicoimunologia, entre janeiro de 2012 e julho de 2015. A informação necessária acerca dos mesmos foi recolhida através do processo clínico em suporte informático. A análise estatística foi efetuada utilizando o programa de análise estatística Statistical Package for Social Sciences©, versão 20. Resultados: A amostra continha 209 doentes, com uma mediana de idades de 43 anos, maioritariamente homens, com quatro anos de escolaridade, solteiros, profissionalmente inativos, infetados via comportamento heterossexual. Porém, verificámos diferenças estatisticamente significativas entre sexos para as últimas três variáveis. A maior parte encontrava-se sob tratamento antirretrovírico, sem diferenças significativas entre sexos. Na primeira consulta, 29,0% e 30,1% apresentavam, respetivamente, consumo de substâncias e coinfeção pelo VHC, com predomínio significativo nos homens. Mais de metade tinha antecedentes psiquiátricos, e os sintomas depressivos e a perturbação de adaptação à doença constituíram, respetivamente, o motivo de referenciação e o diagnóstico psiquiátrico mais frequente, em ambos os sexos. A coinfecção pelo VHC correlacionou-se de forma estatisticamente significativa com as variáveis sexo, situação ocupacional, via de transmissão da infeção, história psiquiátrica e consumo de álcool e/ou drogas ilícitas. O mesmo aconteceu entre o diagnóstico psiquiátrico e as variáveis tempo de notificação da infeção, consumo de álcool e/ou drogas e coinfeção pelo VHC.Conclusões: Ao longo do curso da infeção, estes doentes deparam-se frequentemente com múltiplos stressores que podem torná-los mais vulneráveis ao adoecimento psíquico. A disponibilidade de uma assistência psiquiá- trica eficaz revela-se, portanto, crucial, sendo necessário o aumento de investigação futura nesta área.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.10/1856
ISSN: 2182-3146
Versão do Editor: http://revistas.rcaap.pt/psilogos/article/view/8491/8952
Aparece nas colecções:Psilogos Vol. 14 Nº1 (Jun 2016)

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