Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.10/316
Título: Prevenção do cancro do colo do útero: intervenção do enfermeiro ao nível primário e secundário
Autor: Oliveira, A
Ferreira, F
Leão, MM
Palavras-chave: Neoplasias do colo do útero
Diagnóstico precoce
Prevenção e controlo
Enfermagem
Papel do enfermeiro
Data: 2010
Citação: JORNADAS DE GINECOLOGIA DO HOSPITAL PROF. DR. FERNANDO FONSECA, 3, Amadora, 28 e 29 de Outubro de 2010
Resumo: Introdução: O cancro do colo do útero apresenta-se como a 2ª causa de morte entre as mulheres. É das patologias cuja prevenção e detecção precoce trava a evolução do processo oncológico. Cabe ao enfermeiro, enquanto elemento promotor da saúde da comunidade, intervir nos vários níveis de actuação de modo a contribuir para um maior esclarecimento das mulheres face a esta patologia e capacitar a população para procurar os programas de rastreio e tratamento, melhorando os níveis de morbilidade e consequentemente de mortalidade associados a esta doença. Objectivo: Apresentar as acções de Enfermagem no âmbito da prevenção primária e secundária do cancro do colo do útero, enquanto elemento integrado numa equipa pluridisciplinar de uma Unidade de Colposcopia. Desenvolvimento: Numa Unidade de Colposcopia, a equipa de saúde recebe, no compto geral, mulheres com citologias cervico-vaginais alteradas. Assim sendo, a função do enfermeiro evidencia-se sobretudo ao nível secundário – isto é, participado activamente no processo de diagnóstico histológico, tratamento e acompanhamento das mulheres com lesões pré cancerígenas e sensibilizando para a gigantesca importância da execução da citologia cervico-vaginal na detecção precoce de alterações celulares. No entanto, a prevenção primária é parte integrante e extremamente importante na estratégia de seguimento e tratamento de cada mulher na Unidade. Assim, o enfermeiro aplica a cada momento estratégias de educação no âmbito da prevenção primária, elucidando a mulher acerca dos factores e comportamentos de risco face ao cancro do colo do útero, prestando esclarecimentos acerca do vírus do papiloma humano (HPV) enquanto percursor desta carcinogénese e igualmente da possibilidade de realização da vacina, promovendo igualmente o ensino sobre higiene e estilos de vida saudáveis. É impreterível que todas estas acções sejam planeadas e executadas respeitando e valorizando a mulher, ausentes de juízos de valor, de modo a estabelecer uma relação de confiança individualizada, promovendo a adopção de um comportamento virado para a prevenção, educando a mulher a sentir-se motivada a cuidar da sua saúde. Acreditamos que o exemplo seguido por estas mulheres, servirá igualmente como promotor de saúde informal, mas crucial, na comunidade onde se inserem, melhorando assim o nível de prevenção primária na sociedade. Relativamente às acções de prevenção secundária, o enfermeiro surge como dinamizador da Unidade e elo de ligação entre todos os elementos da equipa e igualmente como cuidador de cada mulher seguida na Unidade. A relação que estabelece estende-se desde o esclarecimento da situação à mulher, apoio físico e emocional durante os exames, biopsias e tratamentos, ensinos em todas as situações citadas, esclarecimento de eventuais dúvidas e certifica a marcação seguinte de modo a manter o acompanhamento da mulher na Unidade. Cada ensino é específico não só ao tratamento/exame em si, mas igualmente a cada mulher que o enfermeiro cuida. O enfermeiro participa igualmente a nível técnico, colaborando com o ginecologista na realização da cada intervenção (colposcopia, histeroscopia, tratamentos laser, criocoagulação, conização, colheitas, entre outros). Também a gestão, organização e verificação do funcionamento de materiais e equipamentos indispensáveis ao normal funcionamento da unidade se encontram a cargo do enfermeiro. Conclusão: O investimento do enfermeiro nos diferentes níveis de prevenção do cancro do colo do útero torna-se factor preponderante na melhoria da educação da população face à importância da realização do rastreio periódico, através da citologia cervico-vaginal, com consequente detecção precoce de eventuais alterações. Tal implica um tratamento eficaz e atempado da situação para que se assista a uma diminuição da morbilidade e mortalidade do cancro do colo do útero. Da mesma forma, a educação da população face aos factores e comportamentos de risco e à possibilidade de vacinação para o vírus do papiloma humano, origina uma diminuição da taxa de infecção face ao mesmo e, consequentemente, menor número de lesões do colo do útero. O enfermeiro traduz-se num educador por excelência na promoção da saúde / prevenção da doença no meio hospitalar (desmistificando-se a ideia de que o papel tradicional do Hospital é o mero tratamento da doença). Bibliografia Câncer, 2003 Nov 1;98:2070-4, “The role of nursing in cervical câncer prevention and treatment” Phipps, Wilma; Sands, Judith; Marek, Jane – Enfermagem médico cirúrgica: conceitos e prática clínica 6ª ed, Loures: Lusociência, 2003. Revista de Enfermagem UFPE on line, 2010 Abr/Jun;4(2):386-94, “The human papillomavirus as a predictive factor of cervical cancer: updating study on the preventing nursing action”
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.10/316
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