Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.10/773
Título: Índice de anisocitose eritrocitária e disfunção endotelial
Autor: Vasconcelos, P
Nédio, M
Heitor, S
Gil, V
Bragança, N
Palavras-chave: Doenças cardiovasculares
Insuficiência cardíaca
Endotélio vascular
Índices de eritrócitos
Data: 2012
Editora: Hospital Central do Funchal
Citação: JORNADAS DO SERVIÇO DE MEDICINA INTERNA DO HOSPITAL CENTRAL DO FUNCHAL, 2, Funchal, 7 a 10 de Novembro de 2012
Resumo: Introdução: O índice de anisocitose eritrocitária (RDW) foi recentemente apontado como indicador de risco cardiovascular e como possível marcador de disfunção fisiológica global. Um RDW elevado pode reflectir um estado inflamatório e elevado stress oxidativo ambos associados à progressão do processo aterosclerótico. A tonometria arterial periférica (PAT) é um método não invasivo para avaliação da função endotelial. Esta é aferida pelo índice de hiperemia reativa (RHI) que avalia as mudanças na amplitude das ondas de pulso em resposta à isquémia local (oclusão arterial temporária). A disfunção endotelial, por sua vez, é um sinal precoce do processo aterosclerótico. Objectivos: Determinar a associação entre os valores de RDW e de RHI, em doentes com disfunção endotelial documentada por tonometria arterial periférica (PAT). Material e métodos: Estudámos 239 doentes, admitidos por diferentes patologias na Unidade de Cuidados Intensivos de Cardiologia (UCIC) do nosso hospital e submetidos a PAT. Identificámos os doentes com disfunção endotelial e agrupamo-los de acordo com os tercis da distribuição de RDW para cada sexo (medido à data do referido exame). Avaliámos a eventual relação entre o os valores de RDW e de RHI, nestes doentes. A codificação, registo e análise estatística dos dados foi feita em SPSS - v19.0. Resultados: Do total de doentes estudados, 190 (79,5%) apresentavam disfunção endotelial, de acordo com os resultados da PAT (RHI≤2,3): 47% com RHI <1,7; 37% com RHI 1,7-2,1 e 16% com RHI 2,1-2,3. Destes 62% eram do sexo masculino. A média de idades encontrada foi 63 anos. O RDW destes doentes variou entre 11,9% e 21,3%. No sexo masculino, 41,5% apresentavam RDW elevado (≥ 13,7%) enquanto, no sexo feminino, apenas 18,1% apresentavam RDW superior ao valor de referência (≥ 14,4%). Aplicando o teste qui-quadrado para tendência linear, verificou-se que não existe associação estatisticamente significativa entre o valor de RDW e de RHI (p-value=0,838). Conclusões: Na amostra estudada, não se encontrou associação estatisticamente significativa entre os valores de RDW e RHI, pelo que consideramos que o RDW não é um bom marcador de disfunção endotelial. No entanto, a realização de estudos prospectivos com amostras de maiores dimensões e incluindo outras variáveis, serão necessários para esclarecer a relação entre o índice de anisocitose eritrocitária e disfunção endotelial.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.10/773
Aparece nas colecções:MED - Comunicações e Conferências
CAR - Comunicações e Conferências

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