Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.10/938
Título: As emoções comandam a psicose?
Outros títulos: Do emotions drive psychosis?
Autor: Ribeiro, J
Palavras-chave: Emoções
Perturbações psicóticas
Esquizofrenia
Hostilidade
Vergonha
Data: 2012
Editora: Hospital Prof. Dr. Fernando Fonseca, E.P.E.
Citação: Psilogos. 2012; 10(2): 37-56
Resumo: Introdução: Quão importante é a vida emocional das pessoas que descompensam com sintomas psicóticos? Objectivos: O objectivo deste artigo é rever evidência de que as emoções estão envolvidas causalmente nos processos psicóticos. Métodos: Revisão seleccionada de literatura sobre sintomas afectivos nas psicoses, emoções na produção de sintomas psicóticos e modelos dopaminérgicos de psicose. Resultados: Os sintomas afectivos são transversalmente importantes nas psicoses. Pessoas com esquizofrenia têm elevada reactividade emocional e a intensificação de afectos negativos não só se associa como precede a intensificação de sintomas psicóticos, o que é evidência de que emoções negativas estão a comandar o curso dos sintomas psicóticos. Representações do self negativas são centrais nos processos psicóticos e podem ser o elo de ligação entre emoções negativas e psicose. A evidência favorece a visão de que o delírio persecutório é consistente com afectos e representações do self negativos e o delírio grandioso é consistente com uma amplificação defensiva de afectos e representações do self positivos. A vergonha foi proposta como a experiência emocional básica da psicose, experiência na qual o self se torna vulnerável ao exterior, o que é consistente com vivências persecutórias. Os ataques ao self, sob a forma de hostilidade no ambiente familiar e na sociedade, são fortes preditores de descompensação e desenvolvimento de esquizofrenia. Ataques ao self que produzem derrota social são também fortes estimulantes das vias dopaminérgicas mesolímbicas, cuja hiperactividade se associa à descompensação psicótica e à experiência de “saliência aberrante”, proposta como modelo dopaminérgico de psicose. Conclusões: A “derrota do self” surge como um elo central que liga a experiência de emoções negativas à manifestação de sintomas psicóticos e seus correlatos psicológicos e neurobiológicos. A hipótese é suportada, de que as emoções ligadas a essa derrota controlam a manifestação de uma vulnerabilidade à derrota, e assim comandam o curso da psicose
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.10/938
ISSN: 2182-3146
Versão do Editor: http://www.psilogos.com/Revista/Vol10N2/Indice13_ficheiros/joaoribeiro_p37_56.pdf
Aparece nas colecções:Psilogos Vol.10 Nº2 (Dez 2012)

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