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Advisor(s)
Abstract(s)
Introduction: The short-term results of colonic stenting followed
by elective surgery (bridge to surgery, BTS) for malignant large-
-bowel obstruction (MLBO) have been well described. However
long-term oncological outcomes are still debated and interna-
tional endoscopy societies have recently not recommended it
as a first-line approach.
Aims & Methods: A longitudinal observational cohort study was
performed based on clinical data review from patients treated
in our center between 2006 and 2012 (7 years). We analysed
disease-free survival (DFS), overall survival (OS) and recurrence
as primary end-points. We also reviewed demographic data,
disease staging and peri-operatory morbility and mortality.
Results: A total of 126 patients were included: 79 (62,7%)
were treated with a BTS strategy (group 1) and 47 (37,3%)
underwent an emergent surgery (group 2). The distribution by
sex, age (70,9+/-11,4 years) and TNM stage was similiar. The
median follow-up time was 49,2 +/- 3,6 months. There was no
significant difference in peri-operatory complications (p=0,23)
and adjuvant chemotherapy (p=0,53). The need for a definite
stoma was higher in group 2 (p<0,001). The recurrence did
not differ significantly between the two groups, although it was
superior in group 2 (34,5% vs. 42,5%,p=0,492). DFS (22,2 vs
19,7 months; p=0,652) and OS (43,2 vs. 31,9 months, p=0,096)
also did not differ signficantly between the two groups, being
slightly longer in group 1.
Conclusion: Results of our study on oncological outcomes, as
stated in most recent meta-analysis, as well as well-described
short-term outcomes, suggest that BTS could be a promising
alternative strategy for MLBO. Larger prospective studies and
randomized clinical trials are definetely needed in the future.
Introdução: Os resultados a curto prazo da utilização de próteses metálicas do cólon seguida de cirurgia eletiva (ponte para cirurgia, PPC) na oclusão intestinal por cancro colorectal são bem conhecidos. Os resultados oncológicos a longo prazo permanecem alvo de discussão e levaram a que, recentemente, as sociedades internacionais de endoscopia não recomendassem esta estratégia como primeira linha. Objetivo e Métodos: Realizámos um estudo longitudinal obser- vacional de coorte com base nos dados clínicos dos doentes tratados na nossa instituição entre 2006 e 2012 (7 anos). Analisámos a sobrevida livre de doença (SLD), a sobrevida global (SG) e a recidiva como end-points primários. Os dados demográficos, o estádio da doença e a morbi-mortalidade peri-operatórias foram também comparados. Resultados: Incluímos 126 doentes, 79 (62,7%) foram tratados seguindo uma estratégia PPC (grupo 1) e 47 (37,3%) foram submetidos a cirurgia emergente (grupo 2). A distribuição por sexo, idade (70,9+/-11,4 anos) e estádio TNM foi semelhante. O tempo de follow-up médio foi de 49,2 +/- 3,6 meses. Não houve diferenças estatisticamente significativas em relação a complicações peri-operatórias (p=0,23) ou realização de quimioterapia adjuvante (p=0,53). A incidência de estoma definitivo foi superior no grupo 2(p<0,001). A recidiva não foi significativamente diferente, apesar de ter sido superior no grupo 2 (34,5% vs . 42,5%,p=0,492). A SLD (22,2 vs. 19,7 meses;p=0,652) e a SG (43,2 vs. 31,9 meses, p=0,096) também não foram significativamnete diferentes, embora tenham sido ligeiramente superiores no grupo 1. Conclusões: Os resultados do nosso estudo vão ao encontro das meta-análises mais recentes sugerindo que a estratégia PPC poderá ser uma alternativa promissora à cirurgia emer- gente. São necessários ensaios clínicos e estudos prospetivos que o comprovem.
Introdução: Os resultados a curto prazo da utilização de próteses metálicas do cólon seguida de cirurgia eletiva (ponte para cirurgia, PPC) na oclusão intestinal por cancro colorectal são bem conhecidos. Os resultados oncológicos a longo prazo permanecem alvo de discussão e levaram a que, recentemente, as sociedades internacionais de endoscopia não recomendassem esta estratégia como primeira linha. Objetivo e Métodos: Realizámos um estudo longitudinal obser- vacional de coorte com base nos dados clínicos dos doentes tratados na nossa instituição entre 2006 e 2012 (7 anos). Analisámos a sobrevida livre de doença (SLD), a sobrevida global (SG) e a recidiva como end-points primários. Os dados demográficos, o estádio da doença e a morbi-mortalidade peri-operatórias foram também comparados. Resultados: Incluímos 126 doentes, 79 (62,7%) foram tratados seguindo uma estratégia PPC (grupo 1) e 47 (37,3%) foram submetidos a cirurgia emergente (grupo 2). A distribuição por sexo, idade (70,9+/-11,4 anos) e estádio TNM foi semelhante. O tempo de follow-up médio foi de 49,2 +/- 3,6 meses. Não houve diferenças estatisticamente significativas em relação a complicações peri-operatórias (p=0,23) ou realização de quimioterapia adjuvante (p=0,53). A incidência de estoma definitivo foi superior no grupo 2(p<0,001). A recidiva não foi significativamente diferente, apesar de ter sido superior no grupo 2 (34,5% vs . 42,5%,p=0,492). A SLD (22,2 vs. 19,7 meses;p=0,652) e a SG (43,2 vs. 31,9 meses, p=0,096) também não foram significativamnete diferentes, embora tenham sido ligeiramente superiores no grupo 1. Conclusões: Os resultados do nosso estudo vão ao encontro das meta-análises mais recentes sugerindo que a estratégia PPC poderá ser uma alternativa promissora à cirurgia emer- gente. São necessários ensaios clínicos e estudos prospetivos que o comprovem.
Description
Prémio Medtronic Investigação em Coloproctologia 2015, no XXV Congresso Nacional de Coloproctologia, que decorreu nos dias 26 e 27 de Novembro de 2015, no Porto.
Keywords
Colorectal neoplasms Stents Neoplasias colorrectais Intestinal obstruction Obstrução intestinal
Citation
Rev Port Coloproctologia. 2016; 13(1): 15-21
Publisher
Sociedade Portuguesa de Coloproctologia