Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10400.10/1892
Title: Oncocitoma renal: tem a URO-TC utilidade no diagnóstico histológico?
Other Titles: Renal oncocytoma: Is URO-CT useful in histological diagnosis?
Author: Dores, J
Kronenberg, P
Santos, PB
Ferreira, S
Gomes, FC
Keywords: Neoplasias do rim
Carcinoma de células renais
Oncocitoma renal
Tomografia computorizada
Issue Date: 2016
Publisher: Associação Portuguesa de Urologia
Citation: Acta Urológica Portuguesa. 2016;33(3):98-103
Abstract: Introdução: Ao longo dos últimos anos, a crescente utilização de exames imagiológicos, nomeadamente ecografia e tomografia computorizada (TC), traduziu-se num aumento do diagnóstico incidental de tumores renais, sobretudo pequenas massas renais (<4 cm). O conhecimento de que até 30% destas massas podem ser benignas, entre elas os oncocitomas, levou á procura de métodos de diagnóstico mais eficazes, de forma a evitar situações de sobretratamento e de forma a tornaram-se decisões terapêuticas mais fundamentadas. Objectivos: Analisar retrospectivamente uma série de tumores renais histologicamente comprovados, nomeadamente oncocitomas e carcinomas de células renais (CCR), e verificar se existem diferenças morfológicas e/ou nos padrões de captação de contraste através da URO-TC. Material e métodos: Identificámos todos os tumores renais entre 2004-2015 com o diagnóstico histológico de oncocitoma e de CCR. Estes resultados foram obtidos por biopsia do tumor renal, tumorectomia/nefrectomia parcial ou nefrectomia radical. Registámos e comparámos as características morfológicas e os padrões de captação de contraste na fase nefrográfica com medição de unidades de Hounsfield (HU) dos oncocitomas e dos CCR (células claras), selecionados de acordo com a dimensão (aprox. idêntica á dos oncocitomas) e obtidos na sequência de tumorectomia renal ou nefrectomia radical. Resultados: Identificaram-se 16 CCR e 31 oncocitomas, dos quais 15 foram excluídos por não termos acesso ás imagens de TC no sistema informático. A dimensão média dos oncocitomas foi 3,7 cm (1,8 – 14) e a dos CCR 3,5 cm (1,9 – 8,4). A atenuação de contraste média dos oncocitomas e dos CCR na fase sem contraste foi de 33 HU e 32 HU, respectivamente. Na fase nefrográfica, a captação média de contraste para os oncocitomas foi de 47,5 HU e 47,4 HU para os CCR. Na fase nefrográfica, a diferença de atenuação entre os oncocitomas e o parênquima renal normal foi 43,5 HU e a diferença de atenuação entre os CCR e o parênquima renal normal foi 59,7 HU. Estes resultados foram estatisticamente significativos (p<0,05). Não se identificaram outras alterações na fase excretora da TC, nem diferenças relevantes de carácter morfológico, nomeadamente nos contornos das lesões, presença de calcificações, ou de cicatriz central. Conclusões: Na avaliação imagiológica por URO-TC, nomeadamente na fase nefrográfica, parece existir uma tendência para maior isodensidade dos oncocitomas em relação ao parênquima renal normal. Este achado poderá contribuir para uma melhor decisão terapêutica, na medida em que nos pode direccionar para uma biópsia de confirmação em detrimento da excisão cirúrgica.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.10/1892
ISSN: 2387-0419
Publisher Version: http://www.elsevier.pt/pt/revistas/acta-urologica-portuguesa-214/pdf/S2341402216300209/S300/
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