Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10400.10/706
Title: Terapia transfusional e drepanocitose: a nossa experiência
Author: Costa, C
Barradas, A
Barra, A
Pereira, F
Soares, L
Simões, A
Venâncio, B
Keywords: Anemia falciforme
Transfusão de sangue
Issue Date: 2009
Publisher: Associação Portuguesa de Imunohemoterapia
Citation: CONGRESSO NACIONAL DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE IMUNOHEMOTERAPIA, 7, Tomar, 8 e 9 de Outubro de 2009
Abstract: Introdução: A drepanocitose é a mais comum das hemoglobinopatias. O objectivo principal da terapia transfusional nesta patologia é prevenir os acidentes vasculares, melhorar a perfusão tecidular e tratar as complicações da anemia. Contudo, o risco de alo imunização é uma limitação bem conhecida da terapia transfusional. Desde 2007 que no nosso serviço tem vindo a ser feito um trabalho de vigilância mais apertada destes doentes. Pretendemos com este estudo partilhar a nossa experiência na transfusão de doentes com drepanocitose. MATERIAL E MÉTODOS: Os dados foram colhidos entre: Janeiro de 2007 e Janeiro de 2009. Estudaram-se 36 doentes com drepanocitose que necessitaram de receber transfusão de CE, 15 do sexo feminino e 21 do sexo masculino com idades entre os 3 e os 38 anos (média: 17 anos). Todos eles de raça negra. Para transfundir estes doentes foi seguido um protocolo preestabelecido. Transfundimos estes doentes com CE de 121 dadores compatíveis, previamente estudados. Os estudos laboratoriais incluíram: HbS, os fenótipos ABO, Rh e fenotipagem alargada, DAT e IAT. RESULTADOS: Foram realizadas a estes doentes no período acima descrito 423 transfusões de CE. Em média, cada doente recebeu 11,75 CE. O doente com maior número de transfusões fez 21 unidades de CE (não tendo desenvolvido alo anticorpos). O estudo laboratorial pré-transfusional identificou anticorpos em 4 doentes, 2 anticorpos anti-E, 1 anti-Le e 1 inconclusivo. CONCLUSÃO: No estudo realizado, todos os doentes em que se encontraram anticorpos já tinham sido transfundidos anteriormente noutras instituições. Não encontramos alo imunizações nos doentes exclusivamente transfundidos pelo nosso serviço. A nossa experiência em transfundir doentes com drepanocitose demonstra que a compatibilização de unidades de CE para os antigénicos C, E, Kidd e Dulfy (fenotipagem alargada) reduz significativamente a alo imunização. Daí a importância de termos um ficheiro de dadores na urgência com fenotipagem alargada.
Description: 3º prémio do Concurso de Posters
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.10/706
Appears in Collections:IMU - Comunicações e Conferências

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