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http://hdl.handle.net/10400.10/24| Title: | Infecção respiratória a Chlamydia pneumoniae |
| Author: | Correia, P Brito, MJ Neves, C Ferreira, G Machado, MC |
| Keywords: | Chlamydophila pneumoniae Infecções bacterianas Criança |
| Issue Date: | 2005 |
| Publisher: | Ordem dos Médicos |
| Citation: | Acta Med Port. 2005 Sep-Oct;18(5) 315-21 |
| Series/Report no.: | 18;5 |
| Abstract: | Introdução: A Chlamydia pneumoniae é um microorganismo que habitualmente se associa a patologia respiratória. Estima-se que seja responsável por cinco a 15% das pneumonias da comunidade mas desconhece-se a sua incidência em crianças hospitalizadas por infecção respiratória. Objectivos: Caracterizar as formas de infecção respiratória por C. pneumoniae em crianças internadas. Doentes e Métodos: Estudo longitudinal retrospectivo das crianças com infecção respiratória a C. pneumoniae, internadas no Departamento de Pediatria do Hospital Fernando da Fonseca (Amadora/Sintra) de Janeiro de 1999 a Junho de 2001. Analisaram-se as variáveis: sexo, idade, raça, condições sócio-económicas, número de irmãos em idade escolar, frequência infantário/escola, hábitos tabágicos dos pais, atopia familiar, antecedentes pessoais, clínica, diagnóstico, terapêutica e evolução. Resultados: Registaram-se 55 casos, 60% do sexo masculino e 73% de raça branca. A idade variou 17 dias e 14 anos, com maior incidência abaixo dos cinco anos (60%). Vinte e três (42%) das crianças frequentavam o infantário e/ou escola e 12 (44%) tinham irmãos em idade escolar. Em 21 (38%) os pais tinham hábitos tabágicos e em 21 (38%) havia história familiar de atopia. Tinham antecedentes de atopia respiratória (6 doentes), refluxo gastro-esofágico (3), paralisia cerebral (1), fenda palatina (1) e de prematuridade (1). A apresentação clínica mais frequente foi a pneumonia 64% seguida de bronquiolite (20%). A clínica foi inespecífica, sendo a tosse (84%), a dificuldade respiratória (65%) e a febre (58%) os sinais mais frequentes. O padrão radiológico mais prevalente foi o intersticial (42%). Em cinco casos houve coinfecção com outros agentes infecciosos: S. pneumoniae (2), H. influenzae tipo b (1), P. aeruginosa (1) e tuberculose (1). Registaram-se complicações em 32 crianças (58%): hipoxémia (20), derrame pleural (8), atelectasia (2) e atelectasia e hipoxémia (2). Os macrólidos foram prescritos em 44% dos casos. Discussão: Este estudo chama a atenção para o facto da Chlamydia pneumoniae ser também um agente etiológico a considerar em crianças com infecção respiratória e com critérios de internamento. Esta infecção pode ocorrer em todos os grupos etários. Sendo a apresentação clínica inespecífica e podendo ocorrer complicações, é necessário um elevado índice de suspeição para o seu diagnóstico. |
| URI: | http://hdl.handle.net/10400.10/24 |
| ISSN: | 1646-0758 |
| Appears in Collections: | PED - Artigos publicados em revistas não indexadas |
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| Acta Med Port. 2005 Sep-Oct 18(5) 315-21.pdf | 168,69 kB | Adobe PDF | View/Open |
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