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Abstract(s)
Introdução: A fibrilhação auricular (FA) é uma disritmia frequente, encontrando-se associada à doença cerebrovascular (DCV).
Quinze por cento dos acidentes vasculares cerebrais (AVC) estão directamente relacionados com a FA. Foi provado que a
anticoagulação oral (ACO) reduz signifi cativamente esta relação, sugerindo-se ACO nas 3 semanas seguintes à cardioversão e, a
longo prazo, em doentes com mais de 75 anos ou que apresentem um ou mais factores de risco para DCV. A ACO a longo prazo é segura e benéfi ca, mesmo nos idosos. Contudo, na prática clínica diária os médicos evitam prescrever ACO. Objectivos: Determinar a prevalência de FA nos doentes internados num serviço de Medicina Interna do Hospital Fernando Fonseca nos últimos 9 anos; estudar a ocorrência de DCV nestes
doentes; avaliar a utilização de ACO no momento da alta dos doentes internados por FA em 2004; Métodos: Estudo retrospectivo e descritivo, efectuado através da consulta da base de dados do serviço. Resultados: Em 9 anos 6,7% dos doentes internados
(927/13800) apresentavam fi brilhação auricular. Em 2004 ocorreram 122 internamentos por FA; 17,2% foram hospitalizados por AVC ou tinham história de DCV no passado. A ACO foi utilizada
apenas em 22,2%, a antiagregação em 58,3% e 19,4% não beneficiaram de nenhuma destas estratégias. Conclusões: Apesar de se saber que a ACO diminui o risco de DCV nos doentes com FA, o número de doentes anticoagulados, na prática, é pequeno. É necessário mudar esta atitude para lutar
contra a DCV, principal causa de morte no nosso país.
Description
Keywords
Doenças cerebrovasculares Fibrilhação auricular Anticoagulantes
Pedagogical Context
Citation
Med Interna. 2006 Jul-Set; 13(3): 155-161
Publisher
Sociedade Portuguesa de Medicina Interna
