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Authors
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Abstract(s)
Em termos anatómicos o miocárdio é constituído por quatro câmaras: aurícula direita (AD), aurícula esquerda (AE),
ventrículo direito (VD) e ventrículo esquerdo (VE). O ápex do VD, apesar de ser o local de eleição para estimulação
cardíaca, a longo prazo apresenta efeitos adversos na função ventricular esquerda, uma vez que a ativação do
miocárdio é feita de forma retrógrada e não fisiológica. A ativação retrógrada crónica repercute-se na redução
progressiva da capacidade funcional do doente e no consequente aumento da classe funcional da New York Heart
Association (NYHA). Portanto, a necessidade de uma estimulação cardíaca mais fisiológica é indiscutível. Vários
locais alternativos têm sido estudados – o sistema His-Purkinje, a câmara de saída do VD e o septo interventricular
alto.
Este artigo de revisão tem como principal objetivo comparar as diferenças existentes entre a estimulação apical e
septal no VD, com ênfase nas alterações hemodinâmicas, alguns parâmetros da função ventricular esquerda e a
classe funcional da NYHA.
Atualmente verifica-se que o septo interventricular representa uma alternativa simples, prática e sem custos
adicionais e com potenciais benefícios na redução dos efeitos deletérios observados na estimulação apical.
Entretanto, as conclusões das diversas investigações realizadas confirmam que os benefícios da estimulação septal
são superiores aos do pacing apical sobretudo em doentes com função sistólica do VE reduzida.
Description
Keywords
Pacemaker Disfunção ventricular direita Estimulação cardíaca artificial
Citation
Salutis Scientia. 2016; 8: 19-26
Publisher
Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa – ESSCVP