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Abstract(s)
Introdução: A hemovigilância define-se “como o conjunto de procedimentos de vigilância relacionados com eventos ou reações adversas graves ou inesperadas em dadores ou recetores”, e tem como objetivo final a prevenção da recorrência destes eventos ou reações. A confirmação positiva da transfusão e o teste à cabeceira são dois dos procedimentos inseridos no sistema de hemovigilância utilizados no HFF. O teste à cabeceira, é um teste de baixo custo e de fácil execução que é utilizado no HFF desde há mais de 10 anos. É um teste rápido, cujo resultado permite, em dois minutos confirmar o grupo ABO do doente, à cabeceira, antes da aplicação da transfusão de componentes sanguíneos. O teste garante a compatibilidade ABO entre o componente a transfundir e o doente. A confirmação positiva da transfusão é um procedimento de rastreabilidade da transfusão implementado no Hospital há cerca de 10 anos. Consiste no registo escrito, em formulário próprio, de dados do processo transfusional: hora da recepção dos componentes sanguíneos no serviço de destino, execução e resultado do teste à cabeceira, sinais vitais do doente antes e após a transfusão, data da transfusão, hora do início e final da transfusão, componente transfundido e responsável pela administração do componente. Objetivos: Analisar dados relativamente à execução do teste à cabeceira e da confirmação positiva da transfusão, de modo a perceber deficiências e arranjar alternativas, aumentando a segurança transfusional. Material e Métodos: Entre 21 de Novembro de 2011 e 31 de Dezembro de 2012 foram analisados 3057 pedidos de transfusão e respectivo registo dos dados relativos à transfusão de Concentrado eritrocitário (CE), devolvidos ao serviço. Os parâmetros estudados incluiram: número de colheita do CE, hora do início e final da transfusão, e execução do teste à cabeceira. Resultados: Foram efectuadas 6955 transfusões de CE, tendo sido executados 2513 testes à cabeceira. Dos 3057 pedidos de transfusão analisados constataram-se 544 registos não conformes que incluíam testes à cabeceira não efectuados ou não registados. Todos os pedidos analisados apresentavam confirmação positiva da transfusão com o correcto preenchimento dos campos assinalados com hora de início e término da transfusão. Verificou-se uma incidência de testes efectivamente realizados de 82,2% e confirmação positiva de transfusão em 100% dos doentes. Conclusão: Todos os serviços do HFF em que foram administradas transfusões de CE no período analisado, realizaram o teste à cabeceira, com uma prevalência de 82,2% de testes realizados. Ficaram por realizar ou não foram registados 17,8%. Os resultados mostram uma sólida implementação destes procedimentos do sistema de hemovigilância nos serviços onde se realizam transfusões. Constatamos que desde a implementação destes dois procedimentos não foram registadas reações transfusionais por incompatibilidade ABO, assistindo-se, assim, a um aumento da segurança transfusional.
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Transfusão de sangue Teste à cabeceira Segurança do doente Hospital Prof. Dr. Fernando Fonseca, E.P.E.
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Associação Portuguesa de Imuno-Hemoterapia