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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A paralisia periódica hipocaliémica é uma complicação neurológica do hipertiroidismo, especialmente na doença de Graves, rara em não asiáticos. Caracteriza-se por episódios auto-limitados recorrentes de fraqueza muscular que afecta sobretudo os músculos proximais dos membros inferiores. Acompanha-se de hipocaliémia, potencialmente grave.
Apresenta-se o caso de um doente de 39 anos, caucasiano, com doença de Graves, medicado com carbimazol. Durante
3 meses, teve episódios recorrentes de tetraparésia de predomínio proximal, de curta duração, que surgiam após períodos
de repouso, motivo pelo qual foi internado. Por manter episódios de agravamento da tetraparésia, associados a hipocaliémia e hipomagnesiémia, e por, laboratorialmente, apresentar hipertiroidismo, admitiu-se a hipótese de paralisia periódica
hipocaliémica e iniciou terapêutica com tiamazol, corticoterapia, propranolol e reposição iónica, verificando-se melhoria
progressiva.
O caso exposto é um exemplo de uma situação incomum, em que a suspeita clínica é fundamental, porque o diagnóstico
pode ser difícil. A terapêutica precoce do hipertiroidismo é imprescindível.
Descrição
Palavras-chave
Hipertiroidismo Doença de Graves Paralisias periódicas hipocaliémicas
Contexto Educativo
Citação
Rev Clin Hosp Prof Dr Fernando Fonseca 2015; 3(2): 33-35
Editora
Hospital Prof. Dr. Fernando Fonseca, E.P.E.
