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Authors
Advisor(s)
Abstract(s)
Introdução: A correlação entre doença mental
e distúrbios metabólicos foi reconhecida
há mais de um século. O debate acerca desta
comorbilidade em doentes esquizofrénicos
intensificou‑se
nos últimos 20 anos, principalmente
após a introdução dos Antipsicóticos
Atípicos (AA), na década de 90.
Objectivos: Salientar aspectos particulares da
Síndrome Metabólica (SM) nesta população,
com ênfase particular na sua epidemiologia,
mecanismos subjacentes e terapêutica com
antipsicóticos.
Métodos: Revisão não sistemática da literatura
Resultados e Conclusões: Apesar de existirem
diferenças entre os vários critérios internacionais
usados na definição de síndrome
metabólica, é hoje claro que os doentes com
esquizofrenia constituem a população estudada
com maior prevalência da doença, sendo
que a sua distribuição geográfica reflete a da
população geral. Ao contrário do que se pensava
inicialmente, a maior vulnerabilidade
destes doentes para o desenvolvimento da síndrome
metabólica não se explica inteiramente
pelo tratamento com antipsicóticos. Com efeito,
as doenças metabólicas associadas à esquizofrenia
resultam de uma interacção entre factores hereditários, bioquímicos, hormonais
e factores ambientais, onde se incluem os neurolépticos,
não se explicando unicamente pelo
aumento ponderal.
As alterações metabólicas induzidas por antipsicóticos
são uma das maiores preocupações
da psicofarmacoterapia actual. Não é
clara a diferença entre os antipsicóticos típicos
vs. atípicos no que diz respeito à sua
propensão para desenvolver SM. No entanto,
é consensual que a clozapina e a olanzapina
ocupam um lugar cimeiro entre os AA com
pior perfil metabólico.
Description
Keywords
Síndrome metabólica Esquizofrenia
Citation
Psilogos. 2012; 10(2): 72-90
Publisher
Hospital Prof. Dr. Fernando Fonseca, E.P.E.