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A utilização do conceito de competĂȘncia aparece pela primeira vez referenciado na escrita de Florence Nightingale no livro Notes on Nursing, em que o termo Ă© usado para referir as qualidades (caracterĂsticas) que as estudantes deveriam possuir para serem enfermeiras no final do curso. Na legislação sobre a carreira, no Regulamento para o ExercĂcio Profissional de Enfermagem (1996), o termo competĂȘncia simboliza o domĂnio de actuação na prĂĄtica profissional, associado a uma noção que evoca a experiĂȘncia do fazer, a habilidade, a amplitude dos âsaberesâ e dos âsaberes-fazerâ num domĂnio especĂfico e concreto. (FERNANDES, 2004)
A intervenção do enfermeiro na ĂĄrea da arritmologia nĂŁo pode dissociar-se, em primeira instĂąncia, do enunciado de competĂȘncias do enfermeiro de cuidados gerais, publicado pela Ordem dos Enfermeiros, assumindo que o seu foco de atenção Ă© a promoção dos projectos de saĂșde que cada pessoa vive e persegue. Desta forma, o enfermeiro na ĂĄrea da arritmologia procura prevenir a doença, ou minimizar o seu impacto, ao longo de todo o ciclo vital. O enfermeiro procura ainda a promoção dos processos de readaptação apĂłs doença, desenvolvendo as suas competĂȘncias nos cuidados Ă pessoa apĂłs implantação de dispositivo cardĂaco, seja no peri-operatĂłrio ou follow-up ambulatĂłrio, procurando satisfazer as necessidades humanas fundamentais e a mĂĄxima independĂȘncia na realização das actividades de vida diĂĄrias, assim como a adaptação funcional aos dĂ©fices que possam subsistir, frequentemente atravĂ©s de processos de aprendizagem do cliente.
Nos Ășltimos tempos, fruto provĂĄvel da situação econĂłmica e financeira do paĂs, presenciĂĄmos a partilha de opiniĂŁo de vĂĄrios autores sobre a necessidade de rentabilização dos recursos humanos na ĂĄrea da saĂșde, tendo as atençÔes sido centradas nos enfermeiros. Ă com base neste fundamento, jĂĄ hĂĄ muito discutido na ĂĄrea da saĂșde, que consideramos que os enfermeiros que trabalham na ĂĄrea da arritmologia podem acrescentar valor, qualidade e eficiĂȘncia Ă gestĂŁo dos processos de doença crĂłnica das pessoas portadoras de dispositivos cardĂacos, sobretudo aqueles que podem beneficiar da monitorização Ă distĂąncia, sendo possĂvel encontrar igual consenso na literatura internacional.
Assim, este trabalho procura reflectir acerca das competĂȘncias dos enfermeiros na ĂĄrea da arritmologia, concluindo que apesar de nem sempre reconhecidos pelos pares, mas inegavelmente valorizados pelos clientes, os enfermeiros sĂŁo um elo importante da cadeia de valor na arritmologia, com claro potencial para rentabilização das suas competĂȘncias. Estes, apesar do importante papel na prevenção, despiste e tratamento da patologia arrĂtmica, devem cada vez mais assumir as suas responsabilidades na gestĂŁo dos processos de doença crĂłnica, trabalhando em transdisciplinariedade no exercĂcio das suas competĂȘncias.
Description
Keywords
Arritmias cardĂacas Enfermagem CompetĂȘncia profissional
Citation
ARRITMIAS 2012, TrĂłia, 10 e 11 de Fevereiro de 2012
Publisher
Associação Portuguesa de Arritmologia, Pacing e Electrofisiologia e Instituto PortuguĂȘs do Ritmo CardĂaco