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Abstract(s)
O estigma da doença mental tem sido alvo de
crescente atenção nos últimos anos, com um
aumento exponencial de publicações sobre o
tema. Este fenómeno constitui para os doen-
tes uma fonte de sofrimento, representando
um obstáculo à concretização de projectos
pessoais e à integração social plena, objectivo
principal da prática psiquiátrica actual. Neste
artigo, os autores fazem uma revisão selectiva
do tema do estigma da doença mental, abor-
dando as suas definições, origens, repercus-
sões, vivências dos doentes e abordagens para
o combater. A literatura revela tratar-se de um
fenómeno complexo, cujas definições provêm
de diferentes campos do conhecimento (socio-
logia, psicologia e psiquiatria). O seu impacto
na vida das pessoas com doença mental é evi-
dente, condicionando perda de oportunidades,
prejuízo da auto-estima e auto-conceito, quali-
dade de vida, suporte social e empowerment e
actuando como uma barreira ao desempenho
dos papéis sociais habituais. O estigma pare-
ce ainda comprometer o acesso a cuidados de
saúde, não apenas ao tratamento psiquiátrico,
mas também a cuidados médicos gerais, com
aumento da morbilidade e mortalidade desta
população vulnerável. Tem sido dedicado um
considerável esforço à compreensão deste fe-
nómeno e ao delinear de estratégias anti-estig-
ma, que passam também pela sensibilização
dos profissionais de saúde para o tema, tendo
em vista a melhoria da prática clínica e qualidade dos cuidados prestados.
Description
Keywords
Perturbações mentais Estigma
Citation
Psilogos. 2013; 11(2): 10-21
Publisher
Hospital Prof. Dr. Fernando Fonseca, E.P.E.