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Psilogos Vol.11 Nº2 (Dez 2013)

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  • Psicofármacos e VIH
    Publication . Moreira, AL; Pereira, M; Telles-Correia, D
    Introdução: A infecção VIH/SIDA está muitas vezes associada a perturbações psiquiátricas tais como psicose, depressão e ansiedade. Comorbilidades psiquiátricas podem interferir na adesão à terapêutica anti-retrovírica, pelo que o seu diagnóstico e o tratamento oportuno são essenciais. No entanto, a administração de um psicofármaco concomitante à terapêutica HAART pode resultar em interacções medica mentosas. Objectivos: Esta revisão pretende analisar os vários psicofármacos que podem ser usados nestes doentes, bem como as interacções e reacções adversas que podem surgir. Métodos: Foi efectuada uma pesquisa na lite- ratura anglo-saxónica, de 1993 até 2011, pela MEDLINE, utilizando como palavras-chave: HIV, AIDS, psychosis, depression, anxiety, sec- ondary mania, antidepressive agents, an- tipsychotics, benzodiazepines, HAART. Resultados: Foram localizados 100 artigos, dos quais 66 foram incluídos e 34 excluídos. Os artigos que não apresentassem dados espe- cíficos sobre o uso de psicofármacos nos doen - tes com VIH foram excluídos. Discussão: Podem ocorrer interações farma- cológicas por ocupação das mesmas vias de metabolização dos medicamentos. São neces- sários estudos adicionais com indicações para uma boa prática clínica. São ainda de conside- rar as intervenções psicoterapêuticas. Conclusão: A escolha da intervenção terapêu- tica, nomeadamente quando se consideram psicofármacos, com o menor número de inte- racções e efeitos adversos é crucial para alcan- çar o sucesso terapêutico no tratamento dos doentes com VIH.
  • Reabilitação cognitiva na esquizofrenia
    Publication . Vieira, J
    Várias revisões bibliográficas sustentam a ideia de que os défices cognitivos observados numa grande percentagem de pessoas com esquizofrenia serão responsáveis pelo desempenho cognitivo deficitário e pela in capacidade funcional associada à doença. A importância crescente da neurocognição em Psiquiatria, principalmente no que respeita ao planeamento de estratégias terapêuticas e de reabilitação que visem melhorar o prognóstico dos doentes, contribui para o interesse da realização desta revisão biblio- gráfica sobre a reabilitação cognitiva na esquizofrenia. Neste trabalho, elaborado a partir de pesquisa nos domínios da esquizofrenia, cognição, reabilitação cognitiva e remediação cognitiva (2000-2012) realizada através do PubMed e The Cochrane Collaboration, pretende-se descrever os tipos de terapias psico-comportamentais preconizadas no tra- tamento dos défices cognitivos em pessoas com esquizofrenia. Procurar-se-á também destacar as evidências clínicas e científicas de cada uma destas terapias, quanto às suas repercussões no desempenho cognitivo, na sintomatologia e funcionalidade em pessoas com esquizofrenia.
  • O estigma da doença mental: que caminho percorremos?
    Publication . Xavier, S; Klut, C; Neto, A; Ponte, G; Melo, J
    O estigma da doença mental tem sido alvo de crescente atenção nos últimos anos, com um aumento exponencial de publicações sobre o tema. Este fenómeno constitui para os doen- tes uma fonte de sofrimento, representando um obstáculo à concretização de projectos pessoais e à integração social plena, objectivo principal da prática psiquiátrica actual. Neste artigo, os autores fazem uma revisão selectiva do tema do estigma da doença mental, abor- dando as suas definições, origens, repercus- sões, vivências dos doentes e abordagens para o combater. A literatura revela tratar-se de um fenómeno complexo, cujas definições provêm de diferentes campos do conhecimento (socio- logia, psicologia e psiquiatria). O seu impacto na vida das pessoas com doença mental é evi- dente, condicionando perda de oportunidades, prejuízo da auto-estima e auto-conceito, quali- dade de vida, suporte social e empowerment e actuando como uma barreira ao desempenho dos papéis sociais habituais. O estigma pare- ce ainda comprometer o acesso a cuidados de saúde, não apenas ao tratamento psiquiátrico, mas também a cuidados médicos gerais, com aumento da morbilidade e mortalidade desta população vulnerável. Tem sido dedicado um considerável esforço à compreensão deste fe- nómeno e ao delinear de estratégias anti-estig- ma, que passam também pela sensibilização dos profissionais de saúde para o tema, tendo em vista a melhoria da prática clínica e qualidade dos cuidados prestados.
  • A influência de características de trabalho na qualidade de vida dos profissionais de saúde mental
    Publication . Paula, A; Pimenta, R
    Introdução: Os profissionais da área de saú - de mental são o principal instrumento de in- tervenção nesta área considerada prioritária em Saúde Pública e estão sujeitos a desgaste emocional e stress, que podem afetar negati- vamente a sua qualidade de vida. Objetivos: Com este estudo pretende-se ava- liar a influência de características de trabalho na qualidade de vida relacionada com a saúde dos profissionais de saúde mental. Métodos: Para responder ao objetivo traçado optámos por realizar um estudo observacional analítico transversal, com abordagem quanti- tativa. Utilizámos o SF-36v2 como instrumen- to genérico de avaliação da Qualidade de Vida, que já se encontra validado para a população portuguesa, complementado por um questio- nário socioprofissional. A recolha de dados de - correu de 28 de Janeiro a 30 de Abril de 2013. Resultados e Conclusões: A amostra foi constituída por 201 profissionais de saúde mental de Portugal Continental. A qualidade de vida relacionada com a saúde mostra dife- renças estatísticas significativas no estudo de grupos de profissionais de acordo com o nú - mero de horas de trabalho semanal (p=0.04) e o grau de satisfação profissional ( p<0.001). A avaliação da qualidade de vida dos profissio - nais de saúde mental possibilita a implemen- tação de alterações no funcionamento dos serviços de saúde mental, podendo contribuir para uma melhoria na prestação dos cuidados de saúde aos utentes
  • Empatia: ferramenta pró-social explorada num grupo terapêutico
    Publication . Graça, J; Palma, M; Mendonça, C; Cargaleiro, I; Melo, J
    Introdução: A empatia é um conceito multi- dimensional que engloba a capacidade de in- ferir um estado emocional e responder a emo- ções vivenciadas pelo outro, podendo ser assim categorizada em empatia cognitiva e emocional. É uma capacidade que se desenvolve pre- cocemente através, sobretudo, da interação com as figuras parentais. Não é exclusiva dos seres humanos e tem sido conservada evolutivamente, constituindo a base da moralidade, da socialização e do pacifismo. A desregulação empática, que pode ser avaliada psicometricamente, ocorre em perturbações mentais como a esquizofrenia, a perturbação afetiva, as perturbações de personalidade, entre outras. Métodos: Trata-se de um estudo exploratório prospetivo longitudinal que pretende avaliar a evolução da empatia, medida pelo Quociente de empatia, aos 0 meses e aos 9 meses e, secundariamente, a evolução desta em subgrupos demográficos e nosológicos. Foi utilizada uma amostra de conveniência de 22 doentes que frequentaram o Hospital de Dia do Serviço de Psiquiatria do Hos- pital Prof. Doutor Fernando Fonseca, EPE, entre setembro de 2011 e junho de 2012. No Hospital de Dia, para além das atividades regulares, foi desenvolvida a atividade terapêutica “Empatias” que consistiu no desenvolvimento de relações diádicas promotoras de empatia e num grupo te- rapêutico quinzenal com enfoque na tomada de perspetiva. Para a análise estatística foi utilizado o teste T-Student e o ANOVA. Resultados e Discussão: Não se encontraram diferenças significativas entre o QE aos 0 me- ses e aos 9 meses (QE=39,2 vs QE=39,7 pontos, respetivamente, p=0,813), tendo-se verificado uma estabilidade do traço empático medido através do QE nesta população. No entanto exis- tem algumas limitações, como a existência de fatores confundentes, o tempo curto de obser- vação e a ausência de validação da escala psico- métrica para a população portuguesa. Conclusão: Nesta população de doentes com perturbação mental compensada que frequen- taram o Hospital de Dia o traço empático mos- trou estabilidade longitudinal. A investigação na área da empatia é ainda exploratória e este estudo pretende ser um contributo para a ava- liação longitudinal da empatia, tendo em conta o papel desta na perturbação mental