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Abstract(s)
A incidência de doença crónica na idade pediátrica tem vindo nos últimos anos a aumentar devido às alterações dos padrões de morbilidade na infância, resultantes dos avanços tecnológicos e científicos na área da saúde materno-infantil, sendo que o seu diagnóstico inaugural é habitualmente feito em contexto hospitalar e em regime de internamento.
Independentemente da natureza da doença, o choque da notícia repercute-se em toda a família, nomeadamente nos pais que são confrontados com novas exigências para as quais em regra não estão preparados. Simultaneamente, dá-se início a um processo de adaptação à nova condição onde cabe aos enfermeiros contribuir com a sua disponibilidade, escuta, compreensão e empatia, procurando facilitar o processo de adaptação à doença, privilegiando a qualidade da relação entre os profissionais de saúde, a criança e os pais.
A adaptação dos pais no cuidar à criança com doença crónica é um processo contínuo que raramente se completa pois as reações não se limitam ao primeiro impacto da doença. Os pais, como principais responsáveis por proporcionar uma vida o mais normal possível à criança, devem ser apoiados e dotados de conhecimentos teóricos, práticos e humanos de forma a ajudar nas sucessivas (re) adaptações. O enfermeiro como conhecedor da família tem capacidade para apresentar intervenções de enfermagem autónomas facilitadoras da adaptação eficaz dos pais à doença e desta forma promover o desenvolvimento e bem-estar da criança.
Procura-se assim que o enfermeiro faculte consoante a vontade da família, suporte formativo e apoio instrumental de forma a consolidar os ensinos, conhecimentos e competências dos pais nos cuidados em domicílio.
Torna-se assim pertinente a realização de um contacto telefónico pós-alta, promotor da continuidade de cuidados e capaz de garantir uma avaliação dos ensinos realizados. Garante-se desta forma a confiança dos pais nos cuidados parentais e de enfermagem e promove-se uma parceria de cuidados.
A implementação da realização do contacto telefónico, consiste na realização de um telefonema 48-72 horas após a alta da criança com diagnóstico inaugural de doença crónica de forma a promover a adaptação da família aos cuidados no domicílio, sendo os objetivos específicos:
• Promover o suporte emocional
• Promover o suporte informativo no esclarecimento de dúvidas que surjam após o internamento
• Promover o suporte instrumental, providenciando a articulação de cuidados se necessário
Ora assim sendo, esta proposta de intervenção visa não só construir um instrumento facilitador da continuidade de cuidados, sem envolvimento de custos consideráveis, mas também promotor de competências parentais nos cuidados à criança com diagnóstico inaugural de doença crónica.
Este projeto contribuí para o desenvolvimento da disciplina de enfermagem, sendo a promoção da adaptação dos pais no cuidar à criança com doença crónica essencial para o desenvolvimento da mesma, como estratégia para melhorar a visibilidade dos cuidados de enfermagem, refletindo a sua autonomia e qualidade no atendimento à criança e sua família.
Description
1º Prémio da comunicação livre
Keywords
Criança Doença crónica Relações familiares Papel dos pais
Citation
JORNADAS NOMEIODONADA, 2, Porto, 10 de Março de 2013