Percorrer por autor "Mota, M"
A mostrar 1 - 10 de 32
Resultados por página
Opções de ordenação
- Alterações morfométricas do endotélio corneano no glaucoma pseudoesfoliativoPublication . Coutinho, I; Pedrosa, C; Santos, C; Mota, M; Silva, D; Ramalho, M; Lisboa, M; Vaz, FIntrodução: Com este trabalho pretende-se analisar a morfometria das células endoteliais corneanas e espessura central da córnea em doentes com glaucoma pseudoesfoliativo (GPX) e glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA). Materiais e Métodos: Estudo retrospectivo com 40 doentes. Os parâmetros avaliados, através de microscopia especular, foram: densidade de células endoteliais, coeficiente de variação, percentagem de células hexagonais e espessura central da córnea. Resultados e Conclusões: Não se verificaram diferenças estatisticamente significativas no que diz respeito à densidade e coeficiente de variação das células endoteliais corneanas entre o grupo com GPX e GPAA. Contudo, a percentagem de células hexagonais foi significativamente inferior no GPX, o que poderá constituir um indício de alguma disfunção endotelial.Em relação à espessura central da córnea, verificou-se uma diminuição estatisticamente significativa no grupo GPX. Assim, no glaucoma pseudoesfolitaivo a presença de material fibrilhar na câmara anterior pode contribuir para alterações nas células endoteliais mais rápidas do que seria espectável e em alterações estruturais que se reflectem na menor espessura central da córnea.
- Anatomia clínica: nervos e músculosPublication . Mota, M; Coutinho, I; Pedrosa, C; Ramalho, M; Santos, C; Pina, SRevisão sobre a inervação dos músculos extra-oculares, descrição do III, IV, V, VI e VII pares craneanos. Correlação da anatomia funcional com casos clínicos.
- Anestesia em oftalmologiaPublication . Ramalho, M; Laranjo, J; Vaz, F; Pina, S; Santos, C; Pedrosa, C; Coutinho, I; Mota, M; Melo, ADescrevem-se as várias técnicas anestésicas usadas em oftalmologia. História, indicações e diferentes tipos de anestesia.
- Bowman's layer dystrophy with irido-fundal coloboma in the same patient: a case reportPublication . Mota, M; Pedrosa, C; Silva, D; Pires, G; Pêgo, P; Vendrell, C; Prieto, IIntroduction: The corneal dystrophies are rare corneal diseases, defined as bilateral, symmetric and inherited conditions. Ocular coloboma is a congenital defect caused by embryogenesis imperfection, during the sixth week of development. Purpose: The authors report the first clinical case in literature of the association of cornea dystrophy and irido-fundal coloboma. Case report: The authors describe the case of a 34-year-old woman, with decrease visual acuity (VA) in the right and left eyes (RLE). She has had an ocular illness since young, with corneal erosions. Her family members also have alterations in the cornea, her father has held a bilateral corneal transplant. Ophthalmic examination showed a best-corrected visual acuity (BCVA) of 20/40 in the RE and 20/100 in the LE. Biomicroscopy showed an inferior iris coloboma in the LE. A deposition of reticular/granular substance in the Bowman’s layer was observed in both eyes, sparing the limbal portion, compatible with a corneal dystrophy. Fundus examination showed a coloboma in the LE that involves the inferior retina and the optic nerve, no changes in the RE fundus was observed. She started treatment with ocular lubrificant preservative-free eyedrops. The patient has remained stable within 1-year follow-up. Conclusions: This is the first case report of the association of cornea dystrophy and irido-fundal coloboma. The greater decrease in VA in the LE appears to be due to the combination of these two entities in this eye. Despite the Bowman’s layer dystrophy has an autosomal dominant pattern, coloboma seems to have been an acquired change.
- Cirurgia de catarata secundária em criançaPublication . Coutinho, I; Pedrosa, C; Mota, M; Pêgo, P; Prieto, IIntrodução: A catarata em idade pediátrica constitui um desafio cirúrgico. Este desafio assume maior dimensão quando a catarata pediátrica é secundária ao tratamento com radioterapia por tumor ocular. A complexidade da técnica, a maior fragilidade ou fibrose de estruturas oculares e o maior risco de complicações intra e pós operatórias são obstáculos que o cirurgião deve equacionar. Os autores apresentam um caso clinico de uma cirurgia de catarata unilateral, secundária a radiação por feixe de protões externo para tratamento de melanoma da íris, em criança com 11 anos de idade. Métodos: Criança de 8 anos, com lesão pigmentada infero-temporal no olho esquerdo. Estabeleceu-se o diagnóstico de melanoma da íris, tendo realizado radioterapia com feixe acelerado de protões com excisão e recolocação de células limbares. Após 18 meses de radioterapia, constatou-se desenvolvimento de catarata subcapsular posterior com evolução para catarata branca. Aos 11 anos, foi submetida, sob anestesia geral, a facoemulsificação microincisional. Realizaram-se 2 paracenteses de 1 mm e, através destas, efectuou-se a capsulorexis anterior, após coloração com azul tripano. Procedeu-se à realização da incisão principal (2,2mm), à faco-aspiração do cristalino opacificado e à irrigação/aspiração bimanual do córtex. Implantou-se a lente intra-ocular monobloco monofocal (SN 60WF) no saco capsular e efectuou-se capsulorexis posterior primária. Com o objectivo de excluir a presença de vítreo na câmara anterior e simultaneamente obter um efeito anti-inflamatório, injectou-se intra-camerularmente triamcinolona sem conservantes. Resultados: Não se observaram complicações intra ou pós-operatórias, imediatas ou tardias, de relevo. Com 1 ano de evolução, a acuidade visual do olho esquerdo é de 10/10. Após 4 anos de radioterapia não se observa recorrência do tumor, doença metastática nem complicações da radioterapia. Conclusões: A micro-incisão, a capsulorexis posterior primária e a aplicação de triamcinolona intracamerular asseguram maior segurança no procedimento, mais rápida recuperação visual com transparência duradoura do eixo visual e menor inflamação no pós-operatório.
- Comprimentos Axiais Extremos e Cálculo de Lentes Intraoculares com o IoImaster - Análise de 78 OlhosPublication . Silva, D; Ramalho, M; Pedrosa, C; Coutinho, I; Mota, M; Lopes, A; Pêgo, P; Pinto, S; Vendrell, C; Prieto, IObjetivo: Avaliar a magnitude do erro das fórmulas usadas no cálculo de lentes intraoculares (SRKII, HofferQ, Holladayl, SRK-T) para comprimentos axiais extremos (<22mm e >26mm) e comparar o desempenho relativo destas fórmulas nos dois subgrupos. Métodos: Avaliaram-se retrospectivamente 78 olhos de 65 doentes, com biometria realizada no IolMaster*. Destes, 48 têm comprimento axial inferior a 22mm e 30 têm comprimento axial su- perior a 26mm. A refração prevista calculada pelas diferentes fórmulas foi comparada com a re- fração um mês após a cirurgia. Testou-se a correlação entre comprimento axial e erro verificado. Resultados: A refração final média foi 0,18+0,65D para comprimentos axiais inferiores a 22mm e -1,48+1,03D nos superiores a 26mm. O erro absoluto médio (diferença entre o cálculo de lente e refração final) para comprimentos axiais inferiores a 22mm foi menor na fórmula HofferQ, diferindo com significado estatístico da Holladayl (p=0,016), mas não da SRK-T (p=0,350). Para comprimentos axiais superiores a 26mm, o erro absoluto médio foi menor na fórmula SRK-T. Diferiu com significado estatístico da Holladayl (p=0,032), mas não da HofferQ (p=0,156). Houve correlação entre erro absoluto médio e comprimento axial em com- primentos axiais superiores a 26mm, para as fórmulas SRK-T (R=0,438, p=0,016), HofferQ (R=0,447, p=0,013) e Holladayl (R=0,386, p=0,035). Conclusão: A HofferQ tem o melhor desempenho nos comprimentos axiais menores que 22mm e a SRK-T nos superiores a 26mm. A comprimentos axiais sucessivamente mais extremos corresponde um aumento estatisticamente significativo do erro absoluto médio nos comprimentos axiais superiores a 26mm, mas não nos inferiores a 22mm.
- Correcção de ectrópio cicatricialPublication . Coutinho, I; Ramalho, M; Pedrosa, C; Mota, M; Lopes, AS; Silva, D; Pêgo, P; Cabral, JIntrodução: O ectrópio cicatricial resulta da diminuição vertical e/ou cicatrização da pele e tecidos subjacentes da lamela anterior da pálpebra, levando ao afastamento da margem palpebral da sua posição anatómica. As principais complicações são a queratite de exposição, a epífora e a componente estética. Materiais e Métodos: Criança de 14 anos, com história de ferida penetrante da pálpebra inferior olho direito, resultado em ectrópio cicatricial (Fig1), que além da questão estética condicionava queratite inferior. A técnica cirúrgica utilizada na correcção do ectrópio cicatricial localizado, Z plastia múltipla, será descrita pelos autores (Fig.2). Resultados Obteve-se um bom resultado funcional e estético (Fig.3). Conclusões A Z-plastia pode ser uma opção no tratamento de ectrópio cicatricial localizado, permitindo aliviar a retracção dos tecidos e conduzindo a bons resultados estéticos e funcionais.
- Cytomegalovirus (CMV) and transfusion therapy: prevalence of cmv seropositivity in a portuguese blood donor population (2007-2014)Publication . Cardoso, E; Lichtner, A; Barra, A; Costa, C; Plácido, C; Nunes, C; Ferreira, M; Rebelo, S; Santos, C; Mota, MBackground: Cytomegalovirus (CMV or human herpesvisrus-5) is a common infection and not clinically significant in immunocompetent individuals. It’s the most important herpesvirus with reference to transfusion and, as all human herpesvirus, has the capability to lie dormant in tissues after an acute infection. The risk of CMV infectivity is still a major problem in immunocompromised patients requiring transfusion therapy, and should be minimized in CMV-negative pregnant women, fetuses, premature infants and neonats, transplant recipients and other severely immunosuppressed patients. The residual risk of transfusion-transmitted CMV infection is between 2.3% and 3% for leucocyte-reduced blood components, and the additional use of anti-CMV screened blood components decreases this risk to less than 1%, which, in our point of view, justifies the non-abandonment of CMV-seronegative blood bank inventories, especially in high prevalent populations. There is substantial variation in the donor rates of CMV seropositivity described in the literature (20-95%) and it seems to be inversely related to improved hygiene and living conditions. The same principle applies to the seroconversion rate per year. Aims: To determine the prevalence of CMV seropositivity and CMV seroconversion rate per year in a Portuguese blood donor population over an eight-year period of time (2007-2014), and compare it to those mentioned in other studies. Methods: Blood samples from donors were analyzed during the period 2007-2014 (8 years), and tested for detection of anti-CMV antibodies (‘total’ anti-CMV ELISA-based assays, capable of detecting both IgG and IgM class antibodies- Siemens Enzygnost® Anti-CMV/IgG+IgM), as they belonged to a first-time or to a previously tested CMV-seronegative donor. The prevalence of CMV seropositivity and the seroconversion rate per year were retrospectively determined among this blood donors population. Results: A total of 42.286 blood collections were analyzed. The prevalence of CMV infection was determined for each year: 2007 – 86.4%; 2008 – 87,2%; 2009 – 86.5%; 2010 – 88.9%; 2011 – 90.2%; 2012 – 89.7%; 2013 – 91,3%; 2014 – 89,4%. The CMV seroconversion rate per year was 1.43% (average age of seroconversion 36.4 years old; 81.8% men and 18,2% women). Summary/Conclusions: All blood components transfused in Portugal are leucocyte-reduced. We try to provide CMV seronegative blood components to all patients in high risk CMV infection, even in a high prevalent population as ours. The existence of CMV-seronegative blood bank inventories does not reflect practice countrywide, but is still important for some high-risk groups of patients, and allows us to respond to the needs of our hospital and other institutions (whenever possible).
- Digital Asthenopia: Portuguese Group of Ergophthalmology Survey.Publication . Vaz, F; Henriques, S; Silva, D; Roque, J; Lopes, AS; Mota, MINTRODUCTION: Given the increasing use of electronic devices, and the increasing number of complaints with its use, we intend to evaluate the prevalence of manifestations of dry eye and ocular fatigue in a population of individuals, who use the computer daily to perform all their professional tasks, as well as to correlate these complaints with the number of hours of digital use as well as their possible improvement with behavioural measures and use of tear drops. MATERIAL AND METHODS: A total of 77 individuals (154 eyes) were evaluated on two separate days with a 1-month interval. They completed two questionnaires: OSDI and PEG Eye Fatigue. An objective ocular surface assessment was performed: Schirmer test without anesthetic, DR-1a Dry Eye Monitor™, hyperemia evaluation, lacrimal break up, presence of keratitis and lesions in the conjunctiva, as well as near accommodation point and near convergence point. After the first evaluation, the subjects were divided into two groups: group A (< 2 hours of computer working) and group B (> 2 hours of computer working). Some environmental measures to reduce complaints and recommendation of use of artificial tears were explained to the latter. RESULTS: There was a statistically significant difference in the majority of the parameters evaluated in the group B, in relation to the morning period (group A) - tear film (p = 0.032), hyperemia (p < 0.001), BUT (p < 0.001), keratitis (p < 0.001), conjunctival lesion (p = 0.002) and accommodation point (p < 0.001). In the evaluation - one month later - there were no statistically significant differences in any of the parameters analysed in the group A, and in group B there was a decrease in most parameters at the end of that period - Schirmer test (p = 0.005), lacrimal film (p = 0.022), keratitis (p < 0.001), conjunctival lesion (p = 0.005) and fatigue score (p < 0.001). DISCUSSION: It was thus possible to show the appearance of ocular fatigue and ocular surface changes with prolonged use of computers (> 2 hours) as well as a significant improvement in symptomatology (subjective assessment) as well as of ocular surface changes (objective evaluation) with the implementation of postural measures, regular breaks and use of lubricants. This is the first study, to the best of our knowledge, of digital asthenopia in which, in addition to the subjective evaluation, the presence of ocular surface modifications (objective assessment) were evaluated and the respective improvement with the aforementioned ergophthalmological measures were evaluated. CONCLUSION: This survey highlights the increased overall level of awareness that we need to have to face the rapid and wide-scale changes driven by the emergence of digital technology and, more particularly, its impact on user's vision and posture. We concluded that the longer we use the electronic devices (more than two hours) the more severe the complaints and rates of ocular surface changes are. Environmental and ocular strategies can attenuate or even eliminate the discomfort caused by this syndrome, and increase professional performance and quality of life.
- Doença de Behçet: a nossa realidadePublication . Coutinho, I; Pedrosa, C; Mota, M; Silva, D; Pina, S; Ferreira, I; Grima, B; Lisboa, M; Bernardo, MIntrodução: A doença de Behçet é uma vasculite inflamatória sistémica, de etiologia desconhecida, caraterizada por episódios de recidiva de úlceras orais e genitais, lesões oculares e cutâneas, podendo atingir virtualmente todos os sistemas. As manifestações oculares são comuns e com consequências visuais importantes. O objectivo deste trabalho foi analisar os parâmetros demográficos, manifestações clinicas, terapêutica e principais complicações em doentes com doença de Behçet ocular. Métodos: Estudo descritivo e retrospetivo, que incluiu 11 doentes com o diagnóstico de doença de Behçet, segundo os critérios do ISG, observados na consulta de Inflamação Ocular do Hospital Prof. Doutor Fernando da Fonseca nos últimos 3 anos. Resultados: Identificaram-se 11 doentes, 5 homens e 6 mulheres, todos caucasianos. A idade média ao diagnóstico foi de 33,45±6,49 anos. A manifestação ocular foi o primeiro sinal da doença em 2 doentes. Em 72,7% dos casos as manifestações oculares foram bilaterais. Identificaram-se 4 casos de panuveíte, 3 de uveíte posterior, 2 de uveíte anterior, 1 de queratite e 1 caso de episclerite. O glaucoma e a catarata foram a complicação ocular mais frequente. O tratamento sistémico incluiu a corticoterapia oral em associação com terapêutica adjuvante imunossupressora, sendo os mais utilizados a azatioprina e a ciclosporina. Em 3 doentes houve necessidade de terapêutica biológica com infliximab para controlo da doença. Conclusão: A manifestação ocular mais frequente foi a panuveite. Esta doença pode condicionar complicações oculares com diminuição irreversível da acuidade visual. A orientação destes doentes exige uma abordagem global e inter-disciplinar.
