Browsing by Author "Ponte, G"
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- Um caso de mania refractária ao tratamentoPublication . Ponte, G; Paiva, A; Lobo, MA mania disfórica é um estado que ocorre mais frequentemente em mulheres e é caracterizada por enorme irritabilidade. O tratamento de primeira linha da mania aguda é feito com lítio; já nos quadros de mania atípica ou refractária, está indicada a clozapina. A resposta à terapêutica farmacológica varia mediante certas particularidades do paciente, nomeadamente se se trata de um metabolizador rápido ou lento. Na ausência de resposta à medicação, está indicado o uso de electroconvulsoterapia. É descrito um caso de uma mulher de 30 anos, com mania refractária ao tratamento farmacológico convencional e electroconvulsoterapia. A remissão foi conseguida mediante a administração de 1400 mg de clozapina diários.
- O estigma da doença mental: que caminho percorremos?Publication . Xavier, S; Klut, C; Neto, A; Ponte, G; Melo, JO estigma da doença mental tem sido alvo de crescente atenção nos últimos anos, com um aumento exponencial de publicações sobre o tema. Este fenómeno constitui para os doen- tes uma fonte de sofrimento, representando um obstáculo à concretização de projectos pessoais e à integração social plena, objectivo principal da prática psiquiátrica actual. Neste artigo, os autores fazem uma revisão selectiva do tema do estigma da doença mental, abor- dando as suas definições, origens, repercus- sões, vivências dos doentes e abordagens para o combater. A literatura revela tratar-se de um fenómeno complexo, cujas definições provêm de diferentes campos do conhecimento (socio- logia, psicologia e psiquiatria). O seu impacto na vida das pessoas com doença mental é evi- dente, condicionando perda de oportunidades, prejuízo da auto-estima e auto-conceito, quali- dade de vida, suporte social e empowerment e actuando como uma barreira ao desempenho dos papéis sociais habituais. O estigma pare- ce ainda comprometer o acesso a cuidados de saúde, não apenas ao tratamento psiquiátrico, mas também a cuidados médicos gerais, com aumento da morbilidade e mortalidade desta população vulnerável. Tem sido dedicado um considerável esforço à compreensão deste fe- nómeno e ao delinear de estratégias anti-estig- ma, que passam também pela sensibilização dos profissionais de saúde para o tema, tendo em vista a melhoria da prática clínica e qualidade dos cuidados prestados.