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Authors
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Abstract(s)
A nutrição do doente hospitalizado exige, por parte da equipa de cuidados de
saúde, uma avaliação e prescrição como qualquer outra terapêutica. O suporte
nutricional instituído deverá proporcionar, para cada situação clínica, uma combinação
adequada de nutrientes, de modo a evitar ou compensar as alterações metabólicas
secundárias ao estado patológico.
A situação clínica, as necessidades energéticas e a via de administração
disponível, atendendo essencialmente à capacidade de utilização do tubo digestivo,
são alguns dos aspectos a ter em consideração na altura de escolher o tipo de suporte
nutricional a instituir.
No doente critico, está demonstrado que o suporte nutricional influencia o
prognóstico. Nesta população a nutrição por via oral, encontra-se frequentemente
comprometida, habitualmente de uma forma transitória. O estado critico tende
igualmente a acompanhar-se de anorexia, o que torna esta população especialmente
vulnerável ao desenvolvimento de défices nutricionais graves com repercussão na
composição tecidular e na função de órgãos vitais. Por este motivo a nutrição artificial
constitui uma área importante na terapêutica do doente crítico.
A nutrição artificial apresenta dois grandes pilares, a nutrição entérica e a
nutrição parentérica.
A nutrição parentérica (NP) consiste, na administração simultânea ou exclusiva
por via intravenosa de macro (proteínas, hidratos de carbono e lípidos) e
micronutrientes (oligoelementos e vitaminas), podendo ser administrada por via
periférica ou central, de acordo com os objectos e a preparação escolhida.
As necessidades nutricionais variam consoante a população, o estado
nutricional basal e o nível de stress fisiológico, exigindo que se proceda à prescrição de
NP de uma forma individualizada, com monitorização frequente. Actualmente existem
a nível da indústria farmacêutica, várias formulações de composições variadas que
garantem um aporte nutricional equilibrado de macronutrientes para adultos, algumas
já suplementadas com electrólitos. A administração de fluídos e electrólitos deve contudo ser ajustada de acordo
com a situação clínica, fazendo parte integrante do suporte nutricional a sua
monitorização e correcção diárias, com o objectivo de manutenção da homeostasia.
Diversas guidelines internacionais recomendam a aditivação diária e sistemática
das misturas de macronutrientes e electrólitos com oligoelementos (micronutrientes
inorgânicos essenciais) e vitaminas (micronutrientes orgânicos essenciais).
Description
Trabalho realizado no contexto do estágio de Cuidados Intensivos do Internato Médico Complementar, sob orientação de Alfredo Leite
Keywords
Nutrição parentérica Cuidados intensivos