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Authors
Advisor(s)
Abstract(s)
Um doente internado num hospital, pode receber até dezoito doses de medicação por dia e um
enfermeiro pode administrar até cinquenta medicamentos num turno, estando assim no centro da possibilidade do erro (1).
Embora o Hospital Prof. Dr. Fernando Fonseca EPE (HFF) disponha de um sistema de notificação de ocorrências que permite a notificação de qualquer tipo de ocorrências, de forma anónima ou não, a realidade é que este é pouco utilizado pelos profissionais do serviço. Ora isto levanta-nos várias questões. Se não conhecemos as falhas como poderemos preveni-las? Porque não são reportados os erros de medicação? Por este motivo, elaborou-se um questionário que foi aplicado aos enfermeiros da Unidade de Cuidados Intensivos Cardíacos (UCIC) com o objectivo de conhecer a percepção dos enfermeiros sobre erros relacionados com a medicação: causas de erros, tipo de erros de medicação e seu reporte.
Os resultados revelaram que os enfermeiros identificaram como principais causas de erros: a
prescrição e falhas na confirmação da medicação. Verificou-se também que uma grande parte
dos inquiridos não valorizou atrasos na toma e/ou omissão de medicação como erro(s) de
medicação. Quando questionados sobre o motivo do não reporte de erros a grande maioria refere algum receio por parte dos superiores hierárquicos e colegas.
A divulgação destes resultados serviu como ponto de partida para a sensibilização dos
profissionais do serviço sobre a temática do erros de medicação, no que respeita, por um lado, à implementação de medidas que minimizem a probabilidade da ocorrência de erros e por outro, a importância do reporte como importante ferramenta de aprendizagem e de melhoria da prática de cuidados.
Description
Keywords
Segurança do doente Erros na medicação Unidade de cuidados intensivos Enfermagem
Citation
CONGRESSO INTERNACIONAL DE QUALIDADE EM SAÚDE E SEGURANÇA DO DOENTE,3, Lisboa, 24 e 25 de Maio de 2013