Browsing by Author "Cavalheiro, D"
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- Gonioscopia e outras técnicas de acesso ao ACAPublication . Pina, S; Azevedo, A; Silva, F; Gonçalves, A; Alves, S; Cavalheiro, D; Vaz, F; Kaku, P; Esperancinha, F
- Luxação espontânea do complexo lio-saco como complicação tardia da cirurgia de catarataPublication . Pêgo, P; Feijóo, B; Gonçalves, A; Cavalheiro, D; Teixeira, S; Prieto, IIntrodução: A luxação espontânea e tardia do complexo LIO-saco é uma complicação rara mas importante da cirurgia de catarata, cuja incidência tem vindo a aumentar. A maioria dos casos descritos estão associados ao Síndrome Pseudo - exfoliativo, no entanto, outras causas podem ser implicadas, nomeadamente as patologias que predispõem a um aumento da fragilidade zonular. Temos de ter ainda em consideração a existência de outros factores relacionados com o acto cirúrgico (nomeadamente o tipo de LIO) que podem aumentar o risco de ocorrência desta complicação. Porém, em alguns casos, fica por determinar a causa da luxação. Material e Métodos: Apresentação da problemática ilustrada com alguns casos clínicos, com várias formas de apresentação. As luxações ocorrem num período de 1 a 11 anos após cirurgia de catarata sem complicações. Resultados: A propósito dos casos clínicos discute-se quais as prováveis patologias associadas, quais os factores cirúrgicos que podem ter facilitado a ocorrência desta complicação e quais as medidas preventivas que poderão ser tomadas para evitar. Conclusão: A luxação tardia do complexo LIO-saco é uma complicação cuja incidência está a aumentar pelo que é importante estar alerta para essa possibilidade, em particular nos doentes com predisposição clínica. O conhecimento das possíveis etiologias e factores implicados no seu aparecimento poderá ajudar na sua prevenção, sendo de extrema importância na personalização do acto cirúrgico inicial.
- Oclusão arteriolar retiniana e a oxigenoterapia hiperbáricaPublication . Pereira, C; Pina, S; Azevedo, AR; Silva, I; Franco, M; Filipe, H; Cavalheiro, D; Guerreiro, FIntrodução: A oxigenoterapia hiperbárica (OTHB) consiste na administração de uma fracção inspirada de oxigénio próximo de 100%, num ambiente com uma pressão superior (2,5 atm) a pressão atmosférica a nível do mar. este aumento de pressão irá resultar num aumento da pressão arterial e tecidular de oxigénio, em que o volume de oxigénio dissolvido e transportado pelo plasma, aumenta mais de 22 vezes, o que estará na base da maioria dos efeitos fisiológicos e terapêuticos do oxigénio hiperbárico. O principio de actuação da OTHB na oclusão arteriolar retiniana é o aumento de oxigénio ligado à hemoglobina e fundamentalmente no plasma, com consequentemente aumento da concentração de oxigénio no território vascular da coroideia. De acordo com as recomendações baseadas na evidência cientifica emitidas pelo European Committee for Hyperbaric Medicine (ECHM) as doenças oftalmológicas isquémicas agudas têm uma medicação de tipo III-opcional. Objectivos: Avaliar os resultados funcionais e estruturais em doentes com oclusão arteriolar retiniana tratados co OTHB. Métodos: Os autores apresentam os resultados funcionais e estruturais de três doentes submetidos a esta terapêutica, no contexto de oclusão da artéria central da retina (doente 1) da artéria cilio-retiniana (doente 2) e de ramo da artéria central da retina (doente 3). Os casos foram documentados com retinografia e tomografia de coerência óptica de forma seriada. Resultados: Nos casos clínicos apresentados, assistiu-se a uma acentuada melhoria funcional e estrutural. O doente 1 iniciou OTHB às 24 horas de evolução e ocorreu uma melhoria de acuidade visual (AV) de “movimentos de mão” para 0,3, o doente 2 iniciou OTHB às 18 horas de evolução e ocorreu uma melhoria de AV de 0,1 para 0,5; o doente 3 iniciou OTHB às 20 horas de evolução e ocorreu uma melhoria da AV de 0,4 para 1,0 com procura de campo. Conclusão: Embora não existam estudos controlados e aleatorizados que confirmem a eficiência da terapia com oxigénio hiperbárico no tratamento da patologia retiniana oclusiva este pode ser uma alternativa válida, a par do controlo dos factores de risco predisponentes.
- Oclusão da artéria central da retina e oxigenoterapia hiperbárica: a propósito de um caso clínicoPublication . Pina, S; Cavalheiro, D; Silva, F; Pereira, C; Santos, MJ; Pires, G; Teixeira, SIntrodução: A Oclusão da Artéria Central da Retina (OACR) constituí uma causa de diminuição súbita, indolor e profunda da acuidade visual. É uma emergência oftalmológica, no entanto, as opções terapêuticas são limitadas. A oxigenoterapia hiperbárica (OH) surge como uma opção terapêutica quando iniciada precocemente. Objectivo: Avaliar o resultado do tratamento de um doente com OACR submetido a oxigenoterapia hiperbárica (OH) instituída nas primeiras 24 horas. Metodos: Descrição de um caso clínico Doente, sexo feminino, 75 anos, com antecedentes pessoais de HTA e hipercolesterolémia, surge no serviço de urgência com quadro de OACR do OE com cerca de 4h de evolução, apresentando à entrada AV OD-0,5 (catarata nuclear) e OE-MM. Foi instituído de imediato tratamento com massagem ocular com lente de 3 espelhos e acetazolamida oral, tendo sido referenciada ao centro de Medicina Hiperbárica do Hospital da Marinha em Lisboa para início de OH. A primeira de 36 sessões teve início às 24h de evolução. Como exames complementares realizou Retinografia, Angiografia Fluoresceínica (AF) e OCT macular (à entrada e após término das 36 sessões), bem como estudo analítico e imagiológico para avaliação de patologia cardiovascular associada. A doente foi referenciada para consulta de Medicina Interna. Resultados: Apresentam-se os resultados funcionais e estruturais oftalmológicos na altura da apresentação, bem como durante e no final do tratamento de OH. Ocorreu uma melhoria da A.V do OE, desde MM na altura da apresentação para 3/10 após 20 sessões, resultado que se manteve no final das 36 sessões. Conclusão: Concluímos que, no caso clínico de OACR apresentado, a implementação precoce de OH contribuíu de forma importante para uma melhoria funcional significativa. A oxigenoterapia a altas pressões parece ser benéfica em situações de doença oclusiva arterial retiniana, possibilitando a oxigenação da retina através do leito coroideu, até que a recanalização espontânea ocorra. Assim, esta opção terapêutica deverá ser considerada, principalmente nos casos de apresentação precoce.
- Pais diferentes megalocorneas iguais: caso clínicoPublication . Gonçalves, A; Cavalheiro, D; Alves, S; Silva, F; Pêgo, P; Vaz, FIntrodução: No Recém-nascido, a presença de córneas de tamanho aumentado deve levantar a suspeita de se estar perante um caso de glaucoma congénito.No entanto, outras patologias não glaucomatosas podem também originar córneas de tamanho aumentado, com ou sem malformações oculares e/ou sistémicas associadas. Método: Descrição restrospectiva de caso clínico. Caso Clinico: Os autores descrevem o caso de uma família na qual os membros do sexo masculino do ramo familiar materno de diferentes gerações, possuíam Megalocorneas. Conclusão: Apesar de pouco frequente, verifica-se a presença de megalocornea com provável transmissão ligada ao cromossoma X.
- Queratite superficial ponteada de Thygeson: um caso clínicoPublication . Pina, S; Alves, S; Cavalheiro, D; Feijóo, B; Santos, MJ; Prieto, IIntrodução: A Queratite Superficial Ponteada de Thygeson é uma queratite epitelial bilateral caracterizada por um curso insidioso e crónico com exacerbações e remissões ao longo de anos a décadas. Embora de etiologia incerta, parece haver uma associação a uma resposta imune alterada. Material e métodos: Descreve-se o caso clínico de uma criança de 8 anos, sexo feminino, com episódios recorrentes de irritação ocular, sensação de corpo estranho, fotofobia, lacrimejo e visão turva. Estes episódios respondiam favoravelmente à corticoterapia tópica. São apresentadas as observações oftalmológicas ao longo de aproximadamente 1 ano de follow-up, bem como os resultados da avaliação analítica e tomografia corneana (Pentacam). Resultados: A identificação bilateral de opacidades intraepiteliais com elevação discreta e distribuição central na córnea observadas na biomicroscopia, a evolução clínica com remissões e exacerbações, e a resposta à corticoterapia tópica, conduziram ao diagnóstico de queratite superficial ponteada de Thygeson. Foi posteriormente instituída terapêutica com colírio de ciclosporina 0,05% com o objectivo de evitar a manutenção de uma corticoterapia prolongada e tentar minimizar as recorrências. Conclusões: A queratopatia de Thygeson é uma patologia crónica que pode afectar doentes de todas as idades. Os corticóides são ainda considerados o “gold standard” do tratamento, sendo a ciclosporina e as lentes de contacto terapêuticas reservadas na maioria das vezes como agentes segunda linha. É essencial um adequado esclarecimento do doente acerca do curso natural da doença com remissões e exacerbações e salientar o excelente prognóstico a longo prazo. Bibliografia 1 – Del Castillo JM, Del Castillo JB, Garcia-Sanchez J; Effect of topical cyclosporin A on a thygeson’s superficial punctate keratitis; Documenta ophthalmologica 1996, 93:193-198. 2 – Hasanreisoglu M, Avisar, R; Long-term topic cyclosporine A therapy in Thygeson’s superficial punctuate keratitis: a case report. Cases journal 2008; I:415. 3 – Nagra PK, Rapuano CJ, Cohen EJ, et al. Thygeson’s superficial punctate keratitis: Ten years’ experience. Ophtalmology 2004; 111:34-7. 4 – Duszac, RS, Diagnosis and management of Thygeson’s superficial punctate keratitis. Optometry. 2007; 78:333-8.
- Retinosquisis Juvenil: relato de um caso clínico com resposta à terapêutica tópica com inibidor da anidrase carbónicaPublication . Pina, S; Santos, C; Azevedo, A; Alves, S; Gonçalves, A; Cavalheiro, D; Teixeira, SIntrodução: A Retinosquisis Juvenil Ligada ao X (RJLX) é uma patologia relativamente rara que afecta crianças e jovens do sexo masculino, consistindo numa distrofia vítreo-retiniana bilateral mas assimétrica. Resulta de uma mutação no gene RS1 codificador da retinosquisina, proteína responsável pela adesão celular entre as várias camadas retinianas. Quando ausente ou alterada formam-se quistos entre estas camadas que podem ser radiários (maculopatia em “roda de bicicleta”) ou periféricos (conducentes a descolamento de retina. Nos últimos anos tem sido atribuído um papel terapêutico aos Inibidores da Anidrase Carbónica (IAC), tópicos ou orais, que parecem contribuir para a reabsorção do edema macular quístico associado a esta patologia Objectivo: Avaliar a resposta clínica de um doente com retinosquisis juvenil submetido a terapêutica tópica com um inibidor da anidrase carbónica. Material e métodos: Análise de um caso clínico “Follow-up” de cerca de 3 anos de terapêutica tópica com um IAC (brinzolamida) numa criança com diagnóstico de RJLX, presentemente com 14 anos. Ao longo deste período o doente foi avaliado do ponto de vista funcional, com avaliação da Melhor Acuidade Visual Corrigida (MAVC), e anatómico, com realização de Tomogarfias de Coerência Óptica (OCT´s) maculares seriados. Resultados: São apresentados os resultados da avaliação oftalmológica funcional e anatómica/ estrutural ao longo de 3 anos de follow-up. A realização de OCT’s maculares seriados permitiram demonstrar uma melhoria gradual e progressiva do edema macular quístico, associados a uma discreta melhoria da MAVC. Conclusão: A RJLX é uma patologia pouco frequente e extremamente deletéria para a função visual dos jovens afectados, até há pouco tempo com ofertas terapêuticas escassas ou ausentes. Os inibidores da anidrase carbónica têm sido sugeridos, em diversos estudos, como uma opção terapêutica válida para esta patologia. O caso clínico apresentado demonstrou eficácia terapêutica da brinzolamida tópica na atenuação do edema macular quístico presente neste doente acompanhada por discreta melhoria da acuidade visual.